Pr. Joaquim Vidal de Ataídes
Brasília, DF
O Natal não nos convida a ver o
simples brilho de uma estrela que ilumina o exterior, mas nos convida ao resplendor da
graça e da bondade de Deus que nos ilumina internamente. Assim, como apenas os magos
puderam ver o brilho daquela, poucas pessoas hoje podem ter a graça de ver o resplendor
da grande estrela: Jesus.
O
anúncio do evento natalino
Para alguns, galhos verdes podem
traduzir o sentido do natal do menino Jesus. Mas o espírito natalino seca-se tão rápido
quanto esses galhos. No Natal, Deus nos convida para enfeitar a vida, para celebrarmos a
nossa redenção. A comemoração é apenas uma no ano, mas deve durar o ano inteiro.
O evento mais miraculoso da terra
aconteceu no dia em que os anjos anunciaram o nascimento de Jesus. Os profetas anunciaram
todos os detalhes deste nascimento:
"Eis
que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel...",
e 9: 6 - "Porque um menino nasceu e um filho se nos deu...".
Miquéias 5: 2
"Mas
tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti me
sairá aquele que há de reinar em Israel... e este será a nossa paz".
O primeiro natal não foi celebrado
no templo, nem na sinagoga e nem em uma catedral. Como hoje não poderia limitar a sua
comemoração aos shoppings, às avenidas congestionadas, às mesas fartas, à troca de
presentes e de palavras afáveis. A primeira comemoração natalina foi diante do quadro
da manjedoura, do gado, ao cheiro da palha. Mas ali esteve presente o espírito que se
regozijava diante de tão grande revelação e que se transbordava em adoração.
A direção da
mensagem natalina
A mensagem do natal não foi
dada aos sacerdotes, aos fariseus, aos doutores da lei, aos estudiosos das profecias; não
foi dada aos religiosos legalistas e sectaristas. Foi entregue aos pastores que viviam a
simplicidade dos campos e que, no silêncio da noite, sabiam ouvir a voz de Deus.
A mensagem do natal foi entregue na
calada da noite. Numa noite de desespero, de desilusão, de fadiga, de tédio, de temores
e de incertezas para muitos que não podiam ouvir e nem sonhar com a harmonia de um coro
angelical, ou de acordar com a voz divina que ressoava além dos rios, das montanhas, dos
prados, de vilas, aldeias e cidades anunciando aos homens que já raiava, no horizonte de
cada um, o dia de grande gozo.
Deus sempre falou nas horas da
noite:
-
Era noite quando Deus deu
liberdade aos judeus no Egito;
-
Era noite quando Deus falou com
Samuel;
-
Era noite quando Davi compôs
alguns de seus mais lindos salmos;
-
Era noite quando Paulo e Silas
cantavam na prisão, em Filipos;
-
Era noite quando os anjos
anunciaram o nascimento de Jesus.
O conteúdo da mensagem natalina
A mensagem do natal é a do "Não
temas". O império romano temia a rebelião. O povo temia a opressão. Os
fariseus temiam os saduceus; ambos temiam os publicanos. O mundo vive mergulhado em seus
temores; teme o fracasso e teme o futuro.
A mensagem do diabo é de pavor, mas
a mensagem de Deus através dos anjos é: "Não Temas... Eu vos trago novas de
grande gozo". É nova porque identifica os homens como Deus; é nova porque
substitui o medo pela esperança; o ódio pelo amor; o egoísmo pelo altruísmo; o
cativeiro pela liberdade; a culpa pelo perdão; é nova porque é "para todos os
povos".
Deus não escolheu uma classe
seleta. Deus não discriminou. Deus amou o mundo. A mensagem do natal é uma mensagem do
amor de Deus para todos. É para você. É para a pessoa que se julga mais equilibrada.
Mas também para o drogado e o alcoolizado, para a prostituta da favela e para a
prostituta da sociedade; para o assaltante criminoso e para o ladrão de colarinho branco;
para o ateu e para o religioso sem Deus; para o santo e para o ímpio; para o homem
evidente e para o indigente.
Conclusão
A voz dos pastores silenciou, mas a
voz de Deus continua transpondo montanhas, mares, rios e oceanos através de mim e de
você, anunciando ao mundo a mensagem do Natal do menino Jesus que faz renascer o dia da
noite escura e a vida da morte.
Feliz Natal!