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O Natal não nos convida a ver o simples brilho
de uma estrela que ilumina o exterior,
mas nos convida ao resplendor da graça e da bondade de Deus
que nos ilumina internamente.
Assim, como apenas os magos puderam ver o brilho daquela,
poucas pessoas hoje podem ter a graça
de ver o resplendor da grande estrela: Jesus.

 

O anúncio do evento natalino

Para alguns, galhos verdes podem traduzir o sentido do natal do menino Jesus. Mas o espírito natalino seca-se tão rápido quanto esses galhos. No Natal, Deus nos convida para enfeitar a vida, para celebrarmos a nossa redenção. A comemoração é apenas uma no ano, mas deve durar o ano inteiro.

O evento mais miraculoso da terra aconteceu no dia em que os anjos anunciaram o nascimento de Jesus. Os profetas anunciaram todos os detalhes deste nascimento:

  • Isaías 7: 14 – "Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel...", e 9: 6 - "Porque um menino nasceu e um filho se nos deu...".

  • Miquéias 5: 2 – "Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti me sairá aquele que há de reinar em Israel... e este será a nossa paz".

O primeiro natal não foi celebrado no templo, nem na sinagoga e nem em uma catedral. Como hoje não poderia limitar a sua comemoração aos shoppings, às avenidas congestionadas, às mesas fartas, à troca de presentes e de palavras afáveis. A primeira comemoração natalina foi diante do quadro da manjedoura, do gado, ao cheiro da palha. Mas ali esteve presente o espírito que se regozijava diante de tão grande revelação e que se transbordava em adoração.

A direção da mensagem natalina

A mensagem do natal não foi dada aos sacerdotes, aos fariseus, aos doutores da lei, aos estudiosos das profecias; não foi dada aos religiosos legalistas e sectaristas. Foi entregue aos pastores que viviam a simplicidade dos campos e que, no silêncio da noite, sabiam ouvir a voz de Deus.

A mensagem do natal foi entregue na calada da noite. Numa noite de desespero, de desilusão, de fadiga, de tédio, de temores e de incertezas para muitos que não podiam ouvir e nem sonhar com a harmonia de um coro angelical, ou de acordar com a voz divina que ressoava além dos rios, das montanhas, dos prados, de vilas, aldeias e cidades anunciando aos homens que já raiava, no horizonte de cada um, o dia de grande gozo.

          Deus sempre falou nas horas da noite:

  • Era noite quando Deus deu liberdade aos judeus no Egito;

  • Era noite quando Deus falou com Samuel;

  • Era noite quando Davi compôs alguns de seus mais lindos salmos;

  • Era noite quando Paulo e Silas cantavam na prisão, em Filipos;

  • Era noite quando os anjos anunciaram o nascimento de Jesus.

O conteúdo da mensagem natalina

A mensagem do natal é a do "Não temas". O império romano temia a rebelião. O povo temia a opressão. Os fariseus temiam os saduceus; ambos temiam os publicanos. O mundo vive mergulhado em seus temores; teme o fracasso e teme o futuro.

A mensagem do diabo é de pavor, mas a mensagem de Deus através dos anjos é: "Não Temas... Eu vos trago novas de grande gozo". É nova porque identifica os homens como Deus; é nova porque substitui o medo pela esperança; o ódio pelo amor; o egoísmo pelo altruísmo; o cativeiro pela liberdade; a culpa pelo perdão; é nova porque é "para todos os povos".

Deus não escolheu uma classe seleta. Deus não discriminou. Deus amou o mundo. A mensagem do natal é uma mensagem do amor de Deus para todos. É para você. É para a pessoa que se julga mais equilibrada. Mas também para o drogado e o alcoolizado, para a prostituta da favela e para a prostituta da sociedade; para o assaltante criminoso e para o ladrão de colarinho branco; para o ateu e para o religioso sem Deus; para o santo e para o ímpio; para o homem evidente e para o indigente.


A voz dos pastores silenciou, mas a voz de Deus continua transpondo montanhas, mares, rios e oceanos através de mim e de você, anunciando ao mundo a mensagem do Natal do menino Jesus que faz renascer o dia da noite escura e a vida da morte.

Feliz Natal!

.....................

Joaquim Vidal de Ataídes é pastor da IPRB desde 08 de janeiro de 1975.
Pertence ao rol de pastores pioneiros da IPRB.
Detentor do prontuário número 78.
Pastor da 2ª IPR do Gama, DF.
Artigo publicado no Jornal Aleluia de dezembro de 2000.

 

 



Direitos autorais

Este artigo pode ser reproduzido livremente
para fins pessoais, sendo, porém, vedada sua publicação
sem autorização formal da Editora Aleluia.

 

   Comentários dos leitores

 

De Valdeir Vaz Pereira
Carapicuíba, SP

Correto o que o pastor escreveu, mas nem sempre o povo vê e entende
o Natal desta maneira. Só se preocupam com o comer e o beber e com
as coisas que a sociedade apresenta. Fico triste por saber que agem assim. Nosso salvador morreu na cruz para que aceitássemos a ele na morte, mas o mundo só se lembra do nascimento.

 

Do Pr. Eliezer Mendes
1ª Igreja Presbiteriana Renovada
São Luís, MA

Este artigo traz uma palavra objetiva para os leitores com uma mensagens bíblica que contraria o pensamento hodierno sobre o Natal.
O que nos chama a atenção é que Deus não escolheu uma classe seleta. Todos somos chamados para adorar e entregar as nossas vida pra Jesus no Natal.

 

Do presb. Mário Arruda,
Igreja Presbiteriana Renovada
Carapicuíba, SP

Muito relevante para os nosso dias, nos quais esquecemos o verdadeiro sentido do natal.


 

Página atualizada em 21/12/2011