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“Então tomarás o óleo da unção,
e ungirás o tabernáculo,
e tudo o que nele há; consagrá-lo-ás
com todos os seus pertences,
e será santo”.                   
                                          
Êxodo 40: 9.

 

Considerando que o terceiro domingo de julho é o dia da IPRB, vejamos, de maneira bem prática, alguns aspectos dos efeitos da unção de Deus na vida de sua Igreja. Muitos clamam por um avivamento, por uma vida com mais sinais na igreja, e o caminho é pagarmos o preço. O preço da fé e o preço da ação.

Unção é um termo sobre o qual se fala muito em nossos dias, mas talvez ainda não tenhamos alcançado a plenitude de seu significado. Desse substantivo têm surgido algumas expressões populares no meio evangélico, tais como: oração ungida, mensagem ungida, receber a unção divina, culto ungido, etc. De fato, precisamos da unção de Deus para conquistar o mundo para Cristo, pois sem ela é difícil realizar a obra do Senhor. Todos precisamos de unção. Seria ela indispensável às nossas vidas? A unção é também para os nossos dias?

Ao tempo do Antigo Testamento, pessoas e coisas, em cerimônias especiais, eram ungidas para determinados fins. Tratava-se de uma unção física que falava de santidade e separação exclusiva a Deus. A prática da unção com óleo era um ato de consagração ao Senhor. O Tabernáculo, por exemplo, depois de pronto, Êx 39: 43, fora consagrado com todos os seus utensílios, tornando-se habitação divina.

Já no NT, o conceito de consagração ao Senhor tem um sentido mais amplo e espiritual, ou seja, ela não é realizada através do óleo, que é um dos símbolos do Espírito, mas através do Espírito Santo que veio no dia de pentecostes, At 2. É claro que não estamos falando sobre a unção com óleo aos enfermos, conforme Tiago 5: 14, mas a respeito daquela unção que é dada pelo Espírito Santo e que faz a diferença em nossa vida de serviço e adoração ao Senhor, de maneira que nossas convicções cristãs se tornem inabaláveis frente aos problemas.
 

Santificação de vidas

A santificação, que é um processo contínuo na vida do cristão, é, conforme os ensinos bíblicos, obra do Espírito Santo, 1Ts 2: 13; 1 Pe 1: 2. A unção com óleo no AT tinha esse sentido, isto é, as pessoas, ao serem ungidas, eram santificadas ou consagradas ao Senhor.

Partindo do pressuposto de que sem o Espírito Santo não há santificação de vidas, entendemos que a unção concedida por Ele ao cristão tem como objetivo fazer com que a pessoa tenha uma vida separada e dedicada ao Senhor. Quer dizer: Deus não derrama unção sobre um crente para que ele viva de qualquer maneira. A unção renova e fortalece o cristão, mas também molda seu caráter, levando-o à frutificação, Jo 15, a uma vida separada do pecado, mais próxima e reta diante de Deus.

O caráter cristão, ou o seu modo de ser, precisa ser marcado pela fidelidade e sinceridade, pela humildade e amor ao próximo, por uma vida de resignação e de inteiro compromisso com Deus. O Pai precisa contar com homens e mulheres que tenham uma vida cristã irrepreensível e ilibada. Alguém disse que “um homem santo nas mãos de Deus santo é uma tremenda arma contra Satanás”.

Vamos buscar a unção de Deus, mas vamos fazer isto de maneira consciente, para que sejamos santos perante o nosso Deus.
 

Transformação de vidas

Não podemos nos esquecer de que a Igreja tem missões específicas neste mundo. Jesus disse que somos o sal da terra e a luz do mundo, Mt 5: 13 e 14. Pregar o evangelho para que pessoas sejam transformadas é uma tarefa nossa. Ninguém foi alcançado pelo poder do evangelho para ficar de braços cruzados e contente com aquilo que Deus já fez por ele. Cada crente foi salvo para ser uma testemunha viva, At 1: 8, e, além disso, para pregar a Palavra.

Agora, se quisermos que as pessoas sejam impactadas ou transformadas pela Palavra de Deus, é necessário uma vida consagrada ao Senhor, para poder apresentar ao pecador uma mensagem bíblica e ungida. E o que causa a diferença na vida do pecador, ao entrar num Santuário, é a presença e a manifestação do Espírito Santo na vida de cada crente. É o Espírito que dá ao mensageiro unção divina para pregar um sermão abençoado e transformador. É bom quando as pessoas entram no templo e se sentem tocadas e movidas pelo poder de Deus.

Se quisermos unção em nossas mensagens e em nosso viver, devemos buscar ao Senhor em oração e jejum, mantendo uma vida de vigilância, para que a Palavra de Deus possa produzir efeito na vida do pecador.
 

Manifestação de milagres

Quem é que não gostaria de ver um aleijado sendo curado à porta do templo, mesmo antes do início do culto? Esse tipo de acontecimento despertaria em todos um grande temor a Deus. Foi exatamente isso que aconteceu nos dias da igreja primitiva. Pedro e João estavam se dirigindo ao templo, às três horas da tarde, quando, de repente, um coxo de nascença que se encontrava à porta do templo, chamada Formosa, pediu-lhes uma esmola, At 3. Em resposta ao pedido, Pedro e João fitando os olhos nele, disseram: olha para nós. Então disse Pedro: “não tenho prata nem ouro, mas o que tenho te dou. Em nome de Jesus Cristo, o nazareno, levanta-te e anda”, v. 6.

A presença de milagres é uma carência da igreja hoje. As pessoas enfermas precisam entrar em nossos templos e receber a cura do Senhor. A igreja do Senhor deve exercer o ministério da cura e da libertação de vidas. É um desafio quando presenciamos, por exemplo, uma pessoa paralítica que veio à igreja em busca da cura e volta sem essa bênção. Não estamos dizendo que todos  têm de ser curados. Mas reconhecemos que, diante desses desafios, falta aquela fé movida pela unção divina, para determinar que tais pessoas recebam a cura de Deus.

Parece não acreditarmos que esse tipo de cura está ao nosso alcance ainda hoje. Entretanto, com a unção ou a manifestação do Espírito Santo em nossas vidas, poderemos ordenar a cura e a libertação aos enfermos em nome de Jesus. É a unção divina que nos capacita e nos encoraja, para enfrentar os demônios e vencê-los para glória de Deus. Vamos acreditar que essa bênção não foi apenas para a igreja primitiva, ela é para a igreja de hoje. Ela é  para a IPRB.

A unção do Espírito Santo fará a diferença em nossas vidas. Não há como contestar esta verdade, uma vez que Deus nos chamou para sermos bênçãos. Acreditar é o primeiro passo, e buscar é a conseqüência desse ato.

Concluindo, 

conclamamos a todos os pastores, obreiros e membros da IPRB, para se apresentarem ao Senhor com um coração humilde e compungido. Vamos louvá-lo e acreditar que a unção do Espírito Santo está sobre as nossas vidas para libertar os cativos e oprimidos.

.......................

O Pr. Advanir Alves Ferreira é presidente da IPRB desde 2001.
Pastor da IPRB desde 17/08/1985.
Detentor do prontuário 381.
Texto p
ublicado no Jornal Aleluia de julho de 2001.

        

 

Direitos autorais

Este artigo pode ser reproduzido livremente
para fins pessoais, sendo, porém, vedada sua publicação
sem autorização formal da Editora Aleluia.

 

Página atualizada em 07/10/2011