O pastor precisa acreditar
em sua potencialidade,
pois Deus tem dado talentos
a cada um de nós.


 

O segundo domingo de junho é uma data memorável e importantíssima para todos. Nesse dia, devemos agradecer ao Senhor pela vida de cada pastor, porque é ele um homem chamado e escolhido para a mais sublime tarefa na face da terra: pastorear o rebanho de Deus. 

Nesta oportunidade, gostaria de me dirigir a todos os pastores da IPRB, no sentido de valorizá-los e encorajá-los para essa tão grande e árdua missão. De fato, todos sabemos que não é fácil ser pastor, pois o ministério não é uma opção, mas uma vocação divina. Ninguém pediu para ser pastor, mas aprouve ao Senhor separar homens para uma missão específica.

A parábola dos dez talentos contada por Jesus (Mateus 25:14-30) diz que certo homem ausentou-se de sua terra e entregou aos seus servos os seus bens, para serem administrados. A um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um. Depois de muitos anos veio esse senhor e fez as contas com eles, dando-lhes as recompensas pelo trabalho realizado. O que recebeu cinco ganhara outros cinco; o que recebeu dois ganhara outros dois. Mas o que recebeu um, teve medo e não negociou seu talento. Isso muitas vezes acontece na igreja. Escondemos os talentos e não os empregamos na obra.

Com base nessa passagem bíblica, gostaria de meditar com os nobres colegas sobre três aspectos quanto à importância dos talentos no ministério.
 

Talentos e privilégios

A palavra talento refere-se ao peso de 30 kg de prata, equivalente a 6000 denários - moeda romana. Quando se fala em talento na vida cristã, seriam as aptidões ou habilidades naturais, tempo, recursos que cada cristão tem para desenvolver determinadas atividades na igreja.

Em se tratando de talentos e privilégios, podemos observar que estão interligados, e que privilégios implicam em responsabilidades. Quanto maior o privilégio, maior é essa exigência. Na parábola, percebe-se claramente que os que receberam dois ou mais talentos somaram mais privilégios. Isso nos ensina que eles tiveram de pensar ou trabalhar muito mais do que aquele que recebera apenas um dinheiro. É fácil entender que esses homens se desgastaram bem mais que qualquer outra pessoa, pois o que possuía cinco talentos conseguiu, com muito esforço e trabalho, multiplicar os bens de seu senhor.

Às vezes, fico pensando que usufruir privilégios não é, humanamente falando, tão confortável assim. Isto porque aquele que recebeu cinco talentos, disse ao seu senhor: "Entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei com eles", v. 20. E o que recebeu um denário, ficou parado e não apresentou nenhum resultado. Essa não pode e nem deve ser a atitude de nenhum servo de Deus.
 

Talentos e sonhos

O senhor da história deu talentos aos seus servos, conforme a capacidade de cada um deles. Isso nos leva a crer que todos tiveram a oportunidade de trabalhar seus talentos. Todos podiam planejar, sonhar, etc. Quando me refiro a talentos e sonhos, quero enfatizar a necessidade que os pastores têm de preestabelecer alvos ou metas definidas em seu ministério, a fim de colocar em prática os talentos recebidos. Com isso quero dizer que o pastorado não se resume apenas em uma vida de oração, de consagração e de pregação da Palavra. É muito mais do que todas essas atividades. Um ministério profícuo é feito por um conjunto de qualidades naturais e espirituais em harmonia e funcionamento. É preciso traçar planos em todas as áreas, inclusive no que diz respeito à evangelização para salvação de pecadores. Temos de projetar o futuro e o sucesso do pastorado, utilizando os talentos, para que alcancemos grandes objetivos.

Nesse caso, dizer que o pastor deve sonhar não tem nada de errado. O que não está correto é a prática da negligência para com os talentos.
 

Talentos e riscos

Outra questão que pode ser abordada com base no texto bíblico referido seria os riscos ou perigos a que estamos sujeitos ao trabalharmos os talentos. Os que receberam mais dinheiro, não se intimidaram com nada. Ao contrário, investiram tudo que possuíam e conseguiram dobrar os bens de seu senhor. Com certeza, eles enfrentaram grandes barreiras, para que pudessem atingir os resultados. Esses homens foram mais do que corajosos e bons administradores. Eles nos passam ampla visão do Reino de Deus.

O que recebera apenas um dinheiro julgou-se incapaz e nem sequer entregou seu dinheiro aos banqueiros, v. 27. Temia o seu senhor, pois, disse ele: sabia que eras homem severo, que ceifas onde não semeaste, e ajuntas onde não espalhaste, v. 24. Seu pastorado, se assim posso dizer, foi um fracasso, ninguém se converteu, sua igreja não cresceu, pois ficou na mesmice e acabou perdendo tudo, simplesmente pelo fato de que teve medo de se arriscar para granjear, pelo menos, outro talento.

Hoje não tem sido diferente. Às vezes, o receio de se arriscar, para alcançar certos objetivos ministeriais tem impedido o avanço da obra de Deus. O pastor precisa acreditar em sua potencialidade, pois Deus tem dado talentos a cada um de nós. Precisamos ser corajosos e destemidos, e fazer com zelo e desvelo a obra do nosso Mestre, que um dia voltará para acertar as contas com o seu povo. Que nesse dia ouçamos com alegria: "Bem está, servo bom e fiel (...); entra no gozo do teu senhor", v. 21.
 

Concluindo

Gostaria de dizer a todos os meus colegas de ministério que a nossa missão é muito grande. Somos embaixadores do Reino de Deus nesta terra e somos os maiores empresários neste mundo, porque trabalhamos para o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Preguemos a Palavra com vivacidade e unção, para que vidas sejam transformadas.

Nesta data, coloco, em oração, diante do Senhor, cada pastor da IPRB e rogo a unção do seu Espírito sobre sua vida pessoal, familiar e seu ministério; desejo as mais ricas bênçãos dos céus sobre todos os pastores da ao lado de seus familiares.

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Fonte: Jornal Aleluia de junho de 2002

 
 
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