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O fundamento do louvor a Deus

O futuro do cristão pode se tornar presente e o comportamento atual pode ser determinado pelo futuro.
Se a chama da esperança
 permanecer viva dentro do cristão, ele terá alegrias e condições
de pronunciar ou cantar expressões de louvor a Deus.


       
  DOXOLOGIA é uma fórmula litúrgica usada nos finais das orações. Pode ser falada ou cantada e tem o objetivo de glorificar e exaltar a Deus. Na Bíblia há várias doxologias, especialmente em Apocalipse. O texto de 1Pedro 1: 3-9 é uma linda doxologia, considerada um hino de louvor da esperança cristã. Nos dias atuais, quando parecem faltar e esperança para muitos, esta mensagem traz grande conforto e edificação.

O texto mostra três oposições: morte e vida, v. 3-5; tristeza e alegria, v. 6-7; crer no futuro e viver o presente, v. 8-9. A exaltação a Deus é desenvolvida como tema principal, sendo a e a esperança a idéia central deste texto. Vejamos:


Morte e vida: esperança de renascer em Cristo, v. 3-5.

DEUS fez Jesus voltar à vida, trazendo-o do meio dos mortos. Com isso, a todos que aceitam a Jesus, Ele dá uma viva esperança de que terão nova existência. Assim como aconteceu com Jesus acontecerá com o cristão. A vida não termina aqui na Terra. Para o crente, há vida eterna com Deus após a morte física.

Renascer é uma sucessão de mudanças para melhor, pela qual o cristão é impelido a uma existência mais nobre do que aquela a que pertence por natureza. Acontece uma interrupção de relações entre o passado e o presente, entre o antigo e o novo homem. Somente a morte e ressurreição de Jesus podem produzir esta nova origem.

Renascer encontra-se vinculado com a idéia de batismo, que é um simbolismo que caracteriza o início de uma nova vida. A pessoa não recebe automaticamente a perfeição da nova vida, mas sim a esperança viva, a convicção da salvação.

O alvo da esperança é uma herança incorruptível e sem mácula, que está reservada nos céus. Todos os renascidos têm a certeza de que o direito adquirido através Cristo não falha.

Tristeza e alegria: a esperança de ter autêntica, v. 6-7.

A FÉ SE CONFIRMA em momentos desagradáveis. Nisso se manifesta à oposição tristeza, provocada por várias provações, e à alegria, demonstrada pela esperança de ter uma autenticada, confirmada.

Aqueles que possuem a esperança de uma nova vida plena através de Cristo são passageiros por esta terra e, por isso, estão sujeitos aos mais diversos tipos de intempéries deste mundo. Ser vítima de um ato violento, passar por dias dolorosos de enfermidades, experimentar situações danosas fazem parte da vida. Mas a alegria e o sofrimento do esperançoso pela volta de Cristo necessitam caminhar lado a lado, existir simultaneamente.

Contudo, passar por sofrimento e provações se for necessário. Ninguém deve criar situações que provoquem dificuldades ou ver os problemas como fazendo parte do “destino”. O esperançoso da vida eterna não está à mercê do acaso, mas guardado pelo poder de Deus.

Tudo aquilo que acontece ao cristão tem o objetivo de autenticar sua . As situações aflitivas e penosas são testes da . Isso é semelhante à purificação do ouro pelo fogo. Mas a esperança, fundamentada em Cristo, auxilia a superar os momentos que atestam a veracidade da crença em Jesus. Assim, a que prevalece às provas, tentações e tribulações é mais pura e mais valiosa do que qualquer metal precioso.

A igreja é o lugar de ensino para fortalecimento da cristã. Ela pode proporcionar ao esperançoso cristão melhor relacionamento com Jesus. Através do ensinamento bíblico, o sentimento de amor e a convicção nas verdades eternas podem ser fortalecidas. 

Crer no futuro e viver o presente:
            a esperança da salvação em Cristo Jesus, v. 8-9.

NA VIDA PRESENTE, o cristão ama e acredita em Jesus, mesmo não o tendo visto, e espera o resultado desta num futuro próximo: a salvação de sua alma. Em seu dia-a-dia, vive uma relação constante com Cristo. Assim, a oposição entre crer no futuro e viver o presente é uma realidade cristã.

A ausência de solicita algo visível para crer. A exigência de provas é a maior indicação de que está faltando . Uma esperança que não é mais esperança, pelo próprio fato de estar vendo. Procurar ancorar a vida espiritual em algo que não pode ser contemplado com olhos humanos costuma ser complicado para alguns. Pedro esteve pessoalmente com Jesus, mas os leitores de sua Epístola e os cristãos atuais não tiveram essa experiência. Mas, mesmo assim, todos crêem em Jesus.

A não é um covarde substitutivo para a falta da possibilidade de ver o objeto da . Os esperançosos exultam em alegria inexprimível, indizível e cheia de glória. O reconhecimento de ser conservado para a salvação pelo poder de Deus produz exultação e excessiva alegria, um transbordar de gozo. O cristão não pode parar e ficar contemplando suas aflições porque tudo é insignificante quando confrontado com o regozijo que acontecerá no fim dos tempos.

O alvo final da é a salvação da alma. Embora crendo no futuro, é necessário viver a alegria no presente. A crença nesse futuro determina o comportamento do crente no presente, a ponto de trazer esperança para sua comunidade. As pessoas podem tomar a decisão salvífica, ser batizadas e permanecer recebendo orientações para o crescimento pessoal. com essa maturidade cristã, o crente pode influenciar o meio em que está inserido.

Conclusão

O QUE O APÓSTOLO Pedro está ensinando é que, quando a esperança é fraca, a o será também. O futuro do cristão pode se tornar presente e o comportamento atual pode ser determinado pelo futuro. Se a chama da esperança permanecer viva dentro do cristão, ele terá alegrias e condições de pronunciar ou cantar expressões de louvor a Deus. Em síntese, em 1Pedro 1: 3-9 fica claro que a ressurreição de Jesus Cristo, operada por Deus Pai, é a base e o fundamentado de toda palavra de louvor que pode ser dada a Deus. Com em Jesus, a vida cristã pode proporcionar muitas alegrias.

    ............

Publicado no Jornal Aleluia de junho de 2005.
            Inserido no site em 29/10/2008.

            Página atualizada em 30/01/2010.
            Francisco Araújo Barretos Neto (1963/2010) fora pastor da IPRB.
            Trabalhou de 2000 a 2008 como redator do Jornal Aleluia.
          

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