Por essa razão, a IPRB tem estabelecido
como meta, nestes próximos anos, enfatizar o reavivamento de Deus em suas
fileiras. Ao pensarmos em avivamento o que nos vem à mente? (Solicito que
você, leitor, coloque este tema em sua mente enquanto faz a leitura deste
artigo).
O maior avivamento que o mundo já
conheceu e que resultou na revelação do salvador, no derramar do Espírito
Santo e o no estabelecimento da igreja de Jesus, teve seu início na
revelação de Deus através de um anjo enviado pelo Senhor a uma jovem do
século primeiro, no interior de Israel, em uma cidade chamada Nazaré, na
Palestina do século I da era cristã.
O evangelista Lucas registra, no
evangelho que leva o seu nome, no primeiro capítulo e nos versos 26 e 27: “Ora, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da
Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão cujo nome era
José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria”.
Ao empreendermos uma análise da
experiência vivida pela jovem Maria, podemos, além de revermos a história do
anúncio do nascimento de Jesus, nosso único e suficiente Salvador e Senhor,
obter as chaves que muito nos ajudarão a uma vida cheia do avivamento de
Deus.
Segundo o texto, aquela jovem esboçou
algumas atitudes em relação à revelação de Deus para sua vida e que
culminariam no maior de todos os avivamentos da história, a encarnação do
verbo de Deus.
O verso vinte e oito diz: “Alegra-te,
muito favorecida! O Senhor é contigo”. Alegria é uma das
características básicas e importantes do avivamento. O apóstolo Paulo
escreveu em sua Carta aos Filipenses, no capítulo quatro, verso quatro: “Alegrai-vos
sempre no Senhor”.
-
Que tipo de alegria o anjo revela em sua
expressão a Maria? Das festas, das conquistas e realizações humanas? NÃO. Ele
revela a alegria de sermos escolhidos de Deus -
Ela se alegraria de ser escolhida do Senhor.
-
A alegria de saber que Deus é conosco -
Maria se alegraria de ter Deus sempre com ela.
Avivamento não nasce na tristeza, nas
letras ou no esforço humano e sim na alegria de saber que o Senhor está
conosco. Entendo que a primeira chave do avivamento é: deixar
a alegria do Senhor invadir nosso coração e nos motivar a nos alegrarmos e
celebrarmos diante dele como fez Miriã, no deserto, após grande livramento
de Deus a seu povo.
Outra chave fundamental para o
avivamento, encontramos no verso trinta: “Não temas,... pois
achaste graça diante de Deus”.
O avivamento não é gerado por homens,
por conceitos humanos, por estratégias nascidas nas pesquisas ou nos bancos
das grandes faculdades teológicas. Avivamento é um ato soberano de Deus.
Se, de fato, queremos avivamento genuíno temos de, primeiro, agradar ao
Senhor. Avivamento é graça de Deus.
Não há avivamento sem que Deus se agrade
de nós. Israel só obteve suas maiores conquistas quando Deus se agradou de
seu povo. Deus se agradou daquela jovem e fez dela protagonista do maior
avivamento de todos os tempos. A encarnação do Verbo de Deus e a revelação
da salvação a todos os homens através de Jesus. Assim, se Deus se agradar de
nós, seremos uma das igrejas mais avivadas do Brasil, porque a segunda
chave do avivamento é achar graça aos olhos de Deus.
No verso 35 o anjo expressou: “Virá
sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua
sombra”. Nesta frase encontramos a terceira chave para o avivamento
genuíno: estar sob a cobertura do Espírito Santo. Nunca haverá
avivamento genuíno sem o mover da do Espírito Santo e sem o derramar do
poder do Altíssimo.
O Espírito Santo é o agente promotor de
todos os avivamentos da história, desde Abel, no início da história humana,
até os mais recentes avivamentos da igreja pós-moderna. Jesus disse: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo”.
E o profeta
Joel vaticinou: ... Derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos
filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os
vossos mancebos terão visões; e também sobre os servos e sobre as servas
naqueles dias derramarei o meu Espírito.
Todos os avivamentos genuínos da história
brotaram em apenas um lugar: na sombra do onipotente. É aí que a IPRB, seus
líderes, pastores, professores de teologia e todo o seu povo devem estar, se
de fato queremos um avivamento genuíno e poderoso para marcar a história da
igreja, do Brasil e do mundo neste novo século.
Finalizando, convido o leitor a observar
o versículo trinta e sete que expressa: “Para Deus não haverá impossível
em todas as suas promessas”.
Avivamento é o cumprir das promessas de
Deus na vida de seu povo. Abraão esperou na promessa de ser pai de uma
multidão, Moisés em tirar o povo da casa da escravidão e celebrar a Deus
no sopé do monte Sinai, Josué em conquistar a terra prometida. E a IPRB, o
que espera?
Nossos primeiros pais acreditaram que, na
força do Espírito Santo, conduziriam uma “Obra Santa” e assim o fizeram. Cabe agora a esta nova geração, da qual eu e você
temos o privilégio de fazer parte, de reivindicar as mesmas promessas,
depender mais do Espírito Santo, caminhar no caminho da santidade, trilhar o
caminho do avivamento e não ter medo do novo de Deus para a igreja do século
XXI, pois, afinal, como afirma o evangelista Lucas, em Atos 2.39: “A promessa vos pertence a
vós, a vossos filhos, e a todos os que...o Senhor nosso Deus chamar. E
Deus está nos chamando hoje para o avivamento. Assim sendo, a quarta
chave do avivamento é: tomar posse das promessas de Deus para hoje.
Quero desafiar você a crer e receber o
avivamento de Deus em sua vida. Que o Senhor o abençoe.