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A Bíblia fala sobre o sofrimento
como sendo um meio para acordar
o homem de sua materialidade
e levá-lo à busca da vida espiritual
ou de seu aperfeiçoamento.

 

O sofrimento sempre esteve presente na história da humanidade e se constitui num tema complexo, difícil de entender e difícil de aceitar. Mesmo os homens de Deus não foram poupados da dor e da morte. O apóstolo Paulo disse que, na fraqueza, é que era forte e, ainda: “... aprendi a viver contente em toda e qualquer situação... Tudo posso naquele que me fortalece”, Fp 4: 11, 13. Assim sendo, vamos examinar, mais detidamente, quais são as fases do sofrimento e que conforto podemos obter para nossa vida pessoal.

    Rejeição à existência do sofrimento

É difícil aceitar a idéia de que o problema bateu à porta de nossa casa e entrou, sem pedir permissão. Há uma tendência no ser humano de achar que a vida sempre será um mar de rosas. Na vida cristã, então, nem se fala. É como se, para muitos, as rosas não tivessem espinhos. Admira-se tanto a sua beleza a ponto de negar a existência dos espinhos, até que eles espetem um dedo.

De fato, o ser humano não acredita que o pior possa acontecer consigo, mas sempre imagina que o mal só ocorre com o outro, com o filho do vizinho, com a pessoa que mora do outro lado da rua. Se algo muito ruim estiver ocorrendo conosco, reclamamos: não, isto não está acontecendo comigo! E assim é: todos nós rejeitamos o sofrimento.

Viver no mundo dos sonhos e da ilusão é mais fácil, pois não produz nenhum tipo de dor e todas as questões da vida são como a pessoa gostaria que fossem. Mas isso não faz parte concreta do dia-a-dia. É imaginário. Não é real. Ao nosso redor estão as falhas humanas, os conflitos familiares, os acidentes, os problemas, os traumas, as angústias, as perdas, a morte.

Todos procuramos viver assim, até darmos conta de que as dores existem efetivamente, transtornando o rumo de nossa vida, e que nem sempre é como uma pessoa gostaria que fosse. Por isso, a mente humana insiste em negar o problema do sofrimento, para evitar a dor emocional. É um mecanismo de defesa do mundo interior do ser humano.

  Revolta contra todos

Num segundo momento da vida, a “ficha cai” e o ser humano percebe que a dor existe também para ele. A pessoa está mais consciente da realidade do sofrimento. Ela já assume que algo indesejável está acontecendo consigo. Sendo assim, fica revoltada, começa a achar que Deus não existe, isola-se do meio em que vive, quase desiste da fé cristã. Rejeita a medicina e qualquer possibilidade de tratamento. É a fase da revolta consigo mesmo, com a vida e com Deus.

Racionalizando, alguns pensamentos invadem sua mente: “se Deus me ama, por que estou passando por essa dificuldade? Se Ele é onipotente, por que não resolve logo essa questão? Se o Senhor é onisciente, por que não faz alguma coisa e alivia minha dor? É, parece que o Senhor só ouve as orações dos outros”. Assim, a raiva, a ira, o desejo de abandonar o Cristianismo e manter distância de Deus se instalam em sua alma.

A pessoa fica explosiva, com estopim curto. Olha para os outros e não consegue entender por que conseguem estar bem e ela não. A revolta é tanta que, se pudesse pegar o sofrimento, colocá-lo em uma caixa junto com umas dinamites e explodi-los, ela o faria.

  Barganha com Deus

O tempo corre e vem uma terceira fase. A essa altura, reflete: “já que não tenho poder para eliminar este sofrimento, então vou tentar negociar a solução com o Todo-poderoso”. Agora o ser homem descobriu que não adianta vilipendiar o inevitável. De fato, o mal jaz à porta. Assim, a pessoa abandona a revolta, fica mais sensível, e procura concertar-se com Deus. Já aceita dialogar com o pastor, com a medicina ou com alguma coisa que dê solução ao seu estado aflitivo. Viaja em busca de cura, investe em remédios, faz qualquer tratamento e procura tudo o que possa aliviar sua dor. Nessa fase, o ser humano passa a barganhar com Deus a sua enfermidade.

Ouve testemunhos da ação do Senhor e pensa que poderá obter os mesmos resultados, se fizer tudo o que imagina que Deus quer de sua vida. Promete a si mesmo que fará o que for necessário para receber a solução, porém não faz isso de todo coração. Para ele, o importante é tomar alguma providência, não importa qual. É como se pensasse: “se eu orar mais, se eu jejuar mais, se eu ler mais a Bíblia, se participar mais dos trabalhos da igreja, se eu... se eu... Deus dará vitória”. É a fase da barganha.

Age como se fosse possível comprar o Senhor e, assim, livrar-se de sua dor. Julga que, se puder ter domínio sobre ambos - Deus e o sofrimento - vai poder determinar o resultado de qualquer situação, sem depender de um poder superior. Por esse caminho, a pessoa pretende tornar-se um deus, um senhor de todas as questões que envolvem sua vida. Por enquanto, ele acredita que é possível fazer essa barganha, mas não sabe que vai ficar em um beco sem saída.

  Aceitação de que não é um super-homem

Chegará, então, uma fase em que descobre que não adianta lutar contra o inevitável: o sofrimento ou a morte. Mais calmo, mais humilde, menos super-homem e mais ser humano, o homem procura fazer as pazes com Deus, com a família e com os amigos. Percebe os erros daqueles que estão à sua volta e, para que esses não entrem pelo mesmo caminho, tenta dar conselhos aos filhos, à esposa, aos amigos e, em caso de morte iminente, prepara-se para sua partida. Nessa fase o homem aceita o destino.

Embora seja esse o caminho de todos os que sofrem, o homem de Deus, aquele que seguir o caminho da sinceridade, encontrará conforto e alívio na fé. Sua segurança no Senhor lhe permitirá saber que vai marchando para uma vida melhor onde não haverá choro e nem tristezas. Poderíamos lembrar o conhecido exemplo de Jó, que soube enfrentar com alto nível espiritual os mais duros sofrimentos.

O profeta Jeremias, em 10: 19, afirma: “Ai de mim, por causa da minha ruína! É mui grave a minha ferida; então, eu disse: com efeito, é isto o meu sofrimento, e tenho de suportá-lo”. É difícil para o ser humano alcançar a maturidade de Jó ou do profeta Jeremias, mas não há outro caminho. Todos aqueles que conhecem a Palavra do Senhor e suas promessas encontrarão alívio e esperança em sua mensagem de vida.

Viver com Deus ou sem Ele é a grande diferença no dia-a-dia. Todos passam por momentos difíceis, todos morrerão um dia, não importa como. Ninguém faz nenhuma dessas opções. Por isso, ter hoje uma vida com o Senhor é uma alternativa pessoal, uma escolha certa. Aceitar a Jesus, ler a Bíblia para fortalecer a fé e crescer no conhecimento, orar e jejuar para edificação, participar das atividades da igreja para que o reino de Deus cresça é uma decisão que precisa ser tomada e vivida enquanto tudo vai bem conosco.

  Conclusão

Os homens de Deus sofreram e passaram por suas fases. Cristo, na eminência de seu martírio, pediu ao Pai que, se possível fosse, passasse d'Ele o cálice. Paulo orou por três vezes pedindo a cura de uma enfermidade, mas sem sucesso. Entretanto, sabemos que eles obtiveram vitória diante de Deus.

Não sabemos em que fase o leitor está neste momento. Se rejeição, revolta, barganha ou aceitação. Mas sabemos que Deus tem a solução para o problema que aflige o irmão.

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Fonte: Jornal Aleluia, abril de 2006

 

 
 
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