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A ira é um movimento desordenado
da natureza pecaminosa do homem,
que o leva a rejeitar com violência tudo aquilo
que o desagrada, e a vingar as ofensas reais
ou imaginárias. É uma das muitas manifestações
do pecado. É o “estado da alma”.
 

 

David Kornfield diz que a ira é o desejo ardente de atacar, corrigir ou destruir algo ou alguém que nos incomoda ou nos ameaça. Como cristãos, precisamos conhecer bem mais esse gigante da alma.

A verdade sobre a ira

A ira é claramente um atributo de Deus e uma experiência comum aos seres humanos, provavelmente de modo universal. Esta ira divina é vigorosa, intensa, consistente, controlada e, invariavelmente, uma expressão de indignação perante a injustiça. É necessário compreender a ira divina, caso desejemos entender a ira humana.

A Bíblia jamais crítica a ira de Deus, mas faz repetidas advertências contra a ira humana. Isto não é evidência de um duplo padrão. A ira contra a injustiça é reta e boa, tanto em Deus como nos seres humanos. Pelo fato de Deus ser sábio, soberano, poderoso, perfeito e onisciente, Ele jamais interpreta mal uma situação, jamais se sente ameaçado, não perde nunca o controle e fica sempre irado com o pecado e a injustiça.

Em contraste, nós humanos interpretamos mal as circunstâncias, cometemos erros de julgamento, reagimos na hora, quando nos sentimos ameaçados ou feridos e, às vezes, respondemos com atos de vingança e represália. Como resultado, a ira humana pode ser prejudicial e perigosa. Ela fornece uma brecha para Satanás, e somos advertidos a esse respeito: “Irai-vos, e não pequeis; não ponha o sol sobre a vossa ira”, Ef 4: 26. Com base nessa e noutras passagens bíblicas semelhantes, temos possibilidades de chegar a várias conclusões sobre a ira humana.

 A ira humana é normal. Os seres humanos, criados à imagem de Deus, possuem emoções, inclusive a ira. Essa ira é uma reação necessária e útil, como aconteceu com Jesus, não sendo pecaminosa em si mesma. Paulo endossa essa posição: “Irai-vos e não pequeis...”, Ef 4: 26.

É lícito irar-se. Não devemos, no entanto, confundir a raiva, como outras disposições do coração, como o ressentimento, o ódio, a amargura, o senso de vingança. “Não se ponha o sol sobre a vossa ira” são as palavras com as quais o apóstolo completa o seu conselho, e não podemos esquecê-las.

Um alimento pode ser muito saboroso, mas se o deixarmos fora da geladeira por muito tempo, ele se estragará e envenenará quem o comer. Da mesma maneira, a raiva estagnada, a mágoa rancorosa, a ira sobre a qual o sol se põe nos envenenam. Precisamos encarar nossa ira e resolvê-la, antes que, abafada pela censura ou insuflada pelo orgulho, se transforme em rancor.

David Seamands diz que a raiva é uma emoção colocada por Deus no coração humano, e é parte da imagem de Deus no homem, para ser utilizada com fins construtivos.

 A ira humana pode ser prejudicial. Da mesma forma que outras emoções, a ira pode ser destrutiva caso não seja manifestada de acordo com as diretrizes bíblicas, Ef 4: 26-29. Este texto torna muito claro que entristecemos o Espírito Santo através do amargor, indignação, cólera, gritos, injúrias e malícias, que são a hostilidade da alma.

Paulo, aos Gálatas 5: 20, coloca a ira, a dissensão e a indignação na mesma categoria dos crimes da embriaguês e das orgias dizendo: “eu vos previno, como já fiz, aqueles que praticam isso não herdarão o reino de Deus”.

A ira humana facilmente se torna pecaminosa. Quando começamos a defender nosso Ego, quando atacamos alguém ao invés de atacar o erro dele, quando a chama da ira é alimentada, ela se torna um fogo que destrói. Como dizem por aí: “Depois que o sangue sobe para a cabeça...”.

O alto preço da ira

O Salmo 37:8 diz: “deixa a ira e abandona o furor; não te impacientes; certamente isto acabará mal”. Três coisas acontecem durante um ataque de ira:

a. Alguns órgãos do corpo recebem mais sangue do que o necessário, enquanto outras partes sofrem deficiência do sangue. O cérebro, por exemplo: recebe grande quantidade de sangue, muito além do que necessita. Então fica comprimido, apertado dentro do crânio, provocando grande dor de cabeça. Outros órgãos recebem pouco sangue, causando grandes desarranjos. O estômago, por exemplo, fica com pouco sangue, seus músculos ficam tensos, provocando congestões, úlceras e outros males.

b. Algumas glândulas, durante um ataque de ira, produzem mais substâncias do que o necessário, lançando-as no organismo, especialmente no sangue, provocando manchas vermelhas no corpo.

c. A tensão muscular fica alterada, isto é, fica esticada como corda de violão. A ira pode levar a pessoa a um estado crônico de nervosismo e até a loucura.

Após um ataque de ira é comum a tristeza e a depressão. Grandes somas de dinheiro têm sido gastas com estes desajustes emocionais. Milhares de lares são desfeitos, muitas inimizades, brigas, crimes, prisões têm como motivo a ira. A raiva e o sentimento de amargura causam elevada tensão, a qual, por sua vez, produz o desequilíbrio físico.

O Dr. Martin Podovani (“Curando as Emoções Feridas”) afirma que, se a raiva oculta não for trazida à superfície e analisada, ressurgirá de alguma outra maneira. Aparece frequentemente sob a forma de um problema psicológico, físico ou psicossomático.

Muitas pessoas falam com frequência sobre seus males físicos como colite, dor no peito, perda de cabelo, dor de cabeça, úlcera. Mas o verdadeiro problema dessas pessoas pode ser a raiva com que deixaram de lidar, a raiva que foi sufocada, reprimida, evitada. Uma das principais causas associadas a alguns distúrbios mentais que envolvem rompimento com a vida e a realidade é a raiva não admitida ou examinada.

 Considerações finais

Se, de alguma forma, estes problemas lhe afetam, lembre-se de que Deus poderá ajudá-lo a se libertar deste sentimento que lhe está afligindo e destruindo você aos poucos. Jesus quer morar em seu coração. Entregue sua vida a Cristo. Ele vai ajudá-lo a produzir os frutos do Espírito Santo. Comece uma vida de louvor a Deus, só assim será vitorioso. 


 

.......................

 

 

José Gomes de Freitas
é p
astor da IPRB desde 04/08/1985.

Pastor da 1ª IPR de Fortaleza, CE,
no Presbitério do Litoral Norte.
Detentor do prontuário 386.
Artigo publicado no Jornal Aleluia de dezembro/2007.


 

Direitos autorais

Este artigo pode ser reproduzido livremente
para fins pessoais, sendo, porém, vedada sua publicação
sem autorização formal da Editora Aleluia.

   Comentários dos leitores

De Paulo Rosa (Historiador)
Ass. de Deus Rio de Janeiro - Campo Grande
Rio de Janeiro, RJ

Palavra abençoadora, e vai no profundo!!!
Que Deus continue te abençoando,


De Leia Sequeiora
Igreja Presbiteriana Renovada
Joinville, SC

Pela primeira vez pesquisei sobre as IPRs no Brasil. Navegando, cheguei ao site da Renovada e encontrei esse artigo. Muito bom, pois estou passando por momentos difíceis e acho que estou exatamente com esses sentimentos de ira, porque por tudo me irrito. Que Deus tenha misericórdia de mim.


De Patriko Thafarel
1ª Igreja Presbiteriana Renovada
Fortaleza, CE

Muito bom o estudo sobre a ira. O pastor José Gomes de Freitas é um bênção ao quadrado em nossas vidas. Parabéns, Renovada, pelo seu pastor.


De Tavares de Morais
Fortaleza, CE

Quero agradecer ao pastor José Gomes por mais um ensinamento, pois o conheço e sei da sua fidelidade para com seus filhos. Que Deus o abençoe na sua grande caminhada. Um forte abraço de seu filho em Jesus Cristo.


Do Pr. Mário de Jesus Arruda
Igreja Presbiteriana Renovada
Carapicuíba, SP


Quero parabenizar o Pr. José Gomes de Freitas pelo excelente artigo
e pela importante abordagem sobre a ira e as suas consequências.

 

Página atualizada em 29/03/2013