O casamento é uma
instituição
que já entrou em colapso há muito tempo.
Neste estudo não quero
ser presunçoso
e dizer que possuo todas as respostas
para o ajuste de que os
casamentos precisam,
porém a Palavra de Deus é a nossa diretriz.
A ciência tem crescido a
ligeiros galopes em busca de resposta para as questões comportamentais,
tentando explicar os seus desvios e oferecer soluções. Mas muito do que tem
sido gasto em pesquisas referentes ao relacionamento interpessoal poderia
ser poupado se observassem a Bíblia. Pois muito do que a ciência tem
descoberto somente agora, a Bíblia já mostrava há mais de dois mil anos.
A origem
Qual a origem do
casamento? Podemos dizer que o casamento nasceu a partir de uma percepção
divina, ou seja, Deus olhou e viu, e achou não ser bom o homem estar só.
Gênesis 2: 18 afirma: “Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem
esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea”. Com isso
podemos dizer que a instituição do casamento é obra e criação de Deus.
Ao estudarmos o processo
de formação desta instituição, perceberemos os cuidados de Deus para com o
casamento. A Bíblia diz, em Gn. 2: 21-22: “Então, o SENHOR Deus fez cair
pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e
fechou o lugar com carne. - E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem,
transformou-a numa mulher e lha trouxe”. Deus com certeza teria várias
opções para criação da mulher, por exemplo: Ele poderia ter simplesmente
criado a mulher como fez com o homem. Ou então poderia ter tirado uma parte
do crânio, ou então dos pés, mas nada disso aconteceu. E foi da costela de
Adão que Deus formou a mulher. Nem da cabeça para comandar, nem dos pés para
não ser humilhada, muito menos uma nova criação, pois assim não estariam tão
unidos a ponto de formarem uma só carne. Gn. 2: 23-24: “E disse o homem:
Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á
varoa, porquanto do varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se
une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. Uma fusão perfeita!
As partes que formam um
casamento são chamadas de cônjuges. O sentido etimológico de ‘cônjuge’ é:
“estar debaixo do mesmo jugo”. Jugo é uma forma de peso, uma canga, que
precisa ser carregada e suportada. Um estado conjugal nada mais é do que
suportar um ao outro.
Para melhor entendermos o
casamento, tenhamos em mente o que homem é formado de três partes: espírito,
alma e corpo. Espírito é a parte não-material, racional e inteligente
do ser humano; alma é parte não-material e imortal, sede da consciência
própria, da razão, dos sentimentos e das emoções; corpo é o instrumento
através do qual expressamos e evidenciamos o espírito e a alma.
Se entendemos que o
casamento é instituição divina, estamos dizendo que Deus o estabeleceu e,
para tanto, impôs algumas diretrizes que precisam ser observadas.
Quando Deus criou a
mulher não a deu ao homem e disse: “Esta aqui é tua escrava sexual”;
ao contrário, Deus disse: “Far-lhe-ei uma auxiliadora”, ou seja,
alguém que esteja unido a você em espírito, alma e corpo. Se o casamento for
realizado fora deste padrão de união, com certeza será mais um fadado ao
fracasso.
A verdade é que os
valores estão se esvaindo e se acabando e os jovens, na sua grande maioria,
estão com suas mentes cauterizadas pela ideologia de que tudo é curtição. E
o que mais preocupa é que muitos casais vêm aceitando esses conceitos. Com
isso há maridos que estão querendo que suas esposas se transformem em
verdadeiras prostitutas, mulher querendo que seus esposos se comportem como
verdadeiros cafajestes. As paixões têm tomado o lugar do verdadeiro amor, e
as pessoas estão cada vez mais egocêntricas. Tudo isto têm acontecido porque
muitos estão unidos somente no corpo (sexo).
União no espírito
A falta de unidade na
região do espírito é que tem levado muitos casais ao fracasso, pois sem esta
união no espírito, nos tornamos pessoas egocêntricas, ou seja, estamos
sempre pensando em nós mesmos, e nunca no cônjuge. Estamos nos perguntando
se seremos felizes, se iremos gostar, queremos sempre mais e mais, tudo para
nós, e nunca paramos para pensar no outro.
Em síntese, os casais que
não possuem a união na região do espírito, vivem em prol de suas próprias
aspirações. Querem compreensão, mas não compreendem, querem companheirismo,
mas não são companheiros.
Amor é mais que paixão,
amar é estar unido no espírito. Amar é uma relação inteligente, que
compreende e não busca os próprios interesses. Estar unido no espírito
significa, muitas vezes, abrir mão de algo que julgamos ser bom para nós,
para alegrar o coração de quem vive ao nosso lado. O amor entre um casal
deve ter de tal nível que sempre propicie o bem-estar do cônjuge.
O amor é fruto de uma
união no espírito, diferentemente da paixão que é um sentimento movido pelos
hormônios. Estar unido no espírito é ter a capacidade de compreender as
fraquezas e falhas um do outro. Quando o casal se une no espírito, o desejo
de fazer algo pelo outro é voluntário e real, não existe coação, chantagens,
etc.
Quando há união no
espírito, o amor entre o casal passa a existir. Sem esta unidade não existe
amor. A unidade de pensamentos não pode existir se o casal não estiver unido
no espírito. E, quando isso ocorre, quando não há essa união, surgem, então,
as dúvidas: será que serei, será que terei, será que poderei? São muitos
questionamentos egocêntricos que surgem quando o casal não está unido no
espírito. É assim que ocorre quando o casal só está unido na carne: há uma
espera constante, isto é, as partes estão sempre pensando em si mesmas. Mas, além da unidade no
espírito, os casais precisam estar unidos na alma.
União na alma
Muitos casais têm
sucumbido justamente pela falta de unidade na alma. A união de alma é a
única condição que leva um casal a viver em acordo. Sem ela é impossível que
os cônjuges vivam e caminhem juntos. “Andarão dois juntos, se não houver
entre eles acordo?”, Amós 3:3.
A unidade na alma
propicia condições para o casal ser e ter verdadeiros amigos. É esse
mistério que muitos casais não têm compreendido. Seu cônjuge não pode ser e
não é unicamente seu amante. Você precisa ter no seu cônjuge um verdadeiro
amigo. Mas isso só será possível se estiverem unidos na alma.
A tônica dos ensinamentos
de Jesus foi sempre a necessidade de amar o próximo. Esse próximo pode ser
qualquer um, tanto seu amigo quanto seu inimigo, porém não sejamos
medíocres: amar amigos é muito mais fácil.
Ocorre que muitos casais
têm tido um relacionamento de amizade perfeito com os “amigos” lá de fora,
mas com seu cônjuge mantêm um estado de guerra. Com isso acabam machucando
um ao outro na região da alma, provocando um distanciamento, ao invés de uma
união saudável e duradoura.
Com os “amigos” somos
educados, não gritamos, não estressamos, não brigamos, sorrimos, somos
pacientes, somos delicados, somos democráticos, somos todo ouvido,
respeitamos, temos tempo, temos sempre um ombro para oferecer. De contra
partida, com o nosso cônjuge...
Será que você tem estado
unido com seu cônjuge na região da alma? Será que você têm sido amigo (a)
dele (a)?
Se você quer estar unido,
una-se no espírito e na alma, e a união do corpo será uma consequência.
União no corpo
Muitos casais consideram
o sexo como algo primordial, porém ele é uma consequência da unidade no
espírito e na alma.
Banalizado pela sociedade
hodierna, essa depreciação tem atingido a maioria dos casais, entre esses
muitos cristãos perigosamente. A perda do pudor e da moral tem desencadeado
e provocado uma avalanche de práticas devassas, e a libertinagem, a luxúria,
a lascívia tomaram conta dos corações.
Para muitos maridos, suas
esposas são vistas apenas como formas e silhuetas. Os sorrisos, as palavras
carinhosas, o respeito, o acariciar do rosto, o apreciar dos cabelos são
práticas estranhas em alguns relacionamentos. Com isso podemos perceber que
muitos casais estão unidos apenas no corpo, e isso tem levado tristeza ao
coração de muitas mulheres que se sentem apenas objetos, não são amadas, não
conseguem ver segurança no esposo. O sexo, que deveria ser um momento de
complementação, acaba se tornando um momento de mentiras e repulsas, pois
muitas mulheres, por não conseguirem se unir ao seu esposo em espírito e
alma, acabam fingindo-se na relação.
Por outro lado, o sexo
tem sido prioridade na mente de muitas mulheres. Com isso acabam pecando,
pois seu sonho é que o marido tivesse as características do galã da novela,
do ator do seriado, ou seja, acabam se prostituindo psicologicamente, por
não estarem unidas no espírito e na alma.
Os casais que perceberem
estar mal nessa área devem procurar apoio e orientação. Distúrbios podem ser
tratados através de aconselhamentos para casais. Mas os que vivem unidos no
espírito e na alma conhecem verdadeiramente o que é uma união saudável. Os
que estão unidos no espírito e na alma enxergam no sexo a oportunidade de se
completarem e de se realizar reciprocamente, pois o sexo saudável não é não
egoísta.
Casais, estejam sempre
plenamente unidos, pois este é o verdadeiro projeto de Deus.
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Luiz Márcio Longo é pastor da IPRB desde
16/12/2003. Detentor do prontuário 1.205. Pastor da IPR de Terra Rica, PR. Artigo publicado no Jornal Aleluia de
agosto de 2007, edição 322
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Do Pr. Mário de Jesus Arruda Carapicuíba, SP
A união conjugal pode ser comparada a dois "porcos espinhos" no
Alasca. Com a chegada do inverno, a neve, o frio violento começaram
a ficar mais juntinhos. Mas, muito juntos, começavam a se espetar.
Então se separavam. Mas ficavam com tanto frio que se juntavam
novamente e, para suportar o frio, tiveram de se ajustar um ao
outro.
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