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Estamos às vésperas
de mais uma das importantíssimas eleições
em nosso país. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já definiu o calendário, e o primeiro turno
das eleições deve acontecer no dia 03 de outubro deste ano. Nesta data estaremos elegendo o novo Presidente da República, os Governadores
dos Estados, os Senadores e os Deputados Federais, Estaduais e Distritais, como o caso de Brasília.

 

Se os candidatos a Presidente da Republica ou a Governadores dos Estados não alcançarem a maioria absoluta dos votos válidos, deverá ocorrer um segundo turno, e data será no dia 31 de outubro.

Desde o dia 6 de julho, as propagandas eleitorais estão permitidas tanto na Televisão como no Rádio. O TSE também já estabeleceu o horário eleitoral gratuito do primeiro turno com o inicio no dia 17 de agosto e terminará no dia 30 de setembro. No segundo turno, se houver, as propagandas deverão começar no dia 16 de outubro.

No Brasil o voto, além de ser um direito do cidadão, é também obrigatório para aqueles que têm entre 18 e 70  anos, ficando facultativo para aqueles que são analfabetos, aos que têm menos de 18 anos e para os que têm mais de 70 anos, conforme o Código Eleitoral de 1932, constitucionalizado em 1934, objetivando a credibilidade do processo eleitoral e garantindo a presença do eleitor nas eleições.

O voto deve ser consciente, pois é muito importante para sinalizar o rumo de nossa nação e, em nosso caso, de nossa vida, família e Igreja.

Diante destas considerações, surge uma pergunta: Como Igreja, como devemos nos comportar em face desta tão grande responsabilidade? Deixo aqui algumas recomendações:

  • Nossas Igrejas não podem ser palco de comícios para promoverem políticos, pois não somos um "curral eleitoral", somos aprisco do Senhor Jesus. Por isso não podemos usar a instituição, o povo, para fazermos negociatas ou manobras políticas. Tomemos cuidado. Uma posição tomada pela igreja a favor de qualquer candidato ou de qualquer partido pode trazer divisão e perda de membros.

    A Palavra de Deus dá uma orientação para os pastores, em 1Pedro 5:2-3: "Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de animo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho".

    Infelizmente muitas igrejas e pastores, em troca de "favores", se corrompem em anos de eleições. Embaraçam e maculam a reputação do rebanho do Senhor, envolvendo-se mais com a política do que com o Reino para o qual foram chamados. Hebreus 13:7 diz que o pastor "vai dar conta do rebanho diante do Senhor". É nesta hora que se manifesta o verdadeiro caráter de muitos.
     

  • Devemos votar em candidatos que tenham um perfil moral, ético e espiritual. Que sejam comprometidos com o povo e com Deus. Preferencialmente que seja um irmão que tenha uma história construída diante da comunidade. A Palavra diz: "Ai daqueles que fazem decretos iníquos e daqueles que escrevem apressadamente sentenças de opressão, para negar a justiça ao fraco e fraudar o direito dos pobres do meu povo, para fazer das viúvas a sua presa e despojar os órfãos. Is 10,1-2".
     

  • Não podemos votar em políticos em troco de promessas, tais como: cargos públicos, concessões de TV, terrenos para Igrejas, pintura de templos, reforma de telhados, doações de tijolos, cimento, carros, dinheiro e outros tais. Isto pode constituir em crime diante das leis do país e não é salutar perante os princípios bíblicos.
     

  • O candidato às eleições não pode ser um "agente comercial, dizendo que vai desembaraçar todos os negócios da Igreja". O candidato às eleições deve pensar, sobretudo, no povo de uma forma geral, integral e não parcial. Não podemos esquecer que o Senhor da Igreja ainda é o mesmo e ninguém melhor para cuidar dela senão Ele mesmo, Isaías 41:13.
     

  • Embora tenhamos de manter uma posição apolítica (não professarmos uma política partidária), não podemos ficar neutros, ignorantes, diante da realidade de nossas cidades, estados e nação. A doença, a violência, a corrupção, o desemprego, os vícios, as injustiças e outros males são patentes aos nossos olhos. Temos de, através de nosso voto, procurar mudanças para obter melhorias em nosso país. Temos de amadurecer nossa consciência política.
     

  • Cada irmão tem de exercer seu direito de voto sem ser constrangido, manipulado, ou pressionado por quem quer que seja. Pode ter sua opinião própria, ainda que diferente de sua família, de seu pastor ou de sua igreja. Os conselhos podem ser bons, porém nunca obrigatórios. Lembre-se de que o voto tem de ser intransferível e inegociável. Isto também é constitucional. Qualquer constrangimento para fins eleitorais é ilegal (§ 2° do art. 41-A da Lei 9.504/97, introduzido pela lei 12.034/09 - Direito Eleitoral).
     

  • Acredito que, acima de tudo, temos de orar e conscientizar a Igreja da importância que tem em elegermos nossos futuros governantes para que tenhamos uma vida tranquila e sossegada, conforme 1Timóteo 2:1-6 "Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenham uma vida tranquila e sossegada, em toda piedade e honestidade"

....................

Jair da Cruz Lara é pastor da IPRB desde 18/02/1989.
Atualmente à frente da 1ª IPR de Maringá.
Artigo publicado no Jornal Aleluia de julho de 2010, página 03.
Página inserida em 19/07/2010.

 

Direitos autorais

Este artigo pode ser reproduzido livremente
para fins pessoais, sendo, porém, vedada sua publicação
sem autorização formal da Editora Aleluia.

 

   Comentários dos leitores

 

Do Pr. Marcos da Silva Orlandi
IPR de Governador Valadares
Governador Valadares, MG


Parabéns ao Pr. Jair da Cruz Lara pelo excelente artigo sobre as eleições,
bem como pela aula de cidadania. Deus o abençoe.


De José Divino Campos
II IPR de Governador Valadares
Governador Valadares, MG

Excelente artigo. O povo brasileiro precisa saber como e em quem votar. Infelizmente muitas pessoas são manipuladas (principalmente os mais carentes) por falta de entendimento. Votam em troca de favores (cesta básica, bolsa família, etc.) e em candidatos sem capacidade ou até mesmo corruptos. Precisamos melhorar e, valorizar nosso voto, votando em pessoas honestas e capacitadas
que tenham projetos e vontade de trabalhar pra melhorar a situação do país. Não só interessadas em ocupar o cargo, pra tirar proveito próprio.

 

Página atualizada em 13/10/2010