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Reconhecer os erros: 
a pertinente atitude
que demonstra caráter

 
Pr. Carlos Alberto de Jesus Ferrari
Salvador, BA

 

A passagem bíblica de Lucas 15: 11-32, que temos como base para essa reflexão, é bastante conheci- da em nossas Igrejas, aliás, muito profunda e inspirativa também. Examinaremos os detalhes desse episódio, quais foram os erros desse filho e as suas conseqüências que culminaram numa grande lição de vida para nós.

Os erros do filho pródigo

1. Querer viver isolado da família - v. 12.

O filho não tinha nenhum motivo plausível para viver distante da família. Geralmente, um filho distancia-se para trabalhar em algum lugar, para estudar, casar- se, enfim, algum motivo justo. Este filho demonstra ser egoísta, imaturo e portador de uma atitude impertinente. Nem sempre a distância soluciona as mazelas da vida.

2. Sua inconseqüência e falta de caráter - v. 13.

Depois que o seu pai, contristado, imagino, dá a parte dos bens que lhe pertence, este, começa viver dissolutamente, ou seja, de maneira corrupta e devassa. Rapidamente, dá fim a todos os seus bens e fica na miséria. Ele foi inconseqüente e não mediu as iminentes repercussões advindas de sua atitude disparatada.

As conseqüências de seus erros

1. Fica à mercê da sorte - v. 14.

Lamentavelmente, o filho pródigo não soube administrar suas finanças e acabou convivendo com uma situação incômoda, para não se dizer: funesta.

2. Passa a viver sob a inversão de valores - v. 15.

Quando vivia no seio paterno, o filho pródigo dava ordens aos servos; agora, distante, passa a receber ordens. Outrossim, teve de se submeter ao humilhante trabalho de cuidar de porcos. Tinha uma boa casa, agora passa a viver pelos campos.

3. Experimenta a dor do desamparo - v. 6.

As pessoas nada lhe davam: ninguém o amparou e, ainda mais um agravante: ele desejava comer alimento de porcos.

4. Por último, passa a viver alienado - v. 17.

Quando o versículo diz "caindo em si", logicamente, indica que estava fora de si. Alguém fora de si é também uma pessoa desligada da vida normal, do cotidiano, fora da sua sã consciência. Não estava louco e, sim, imerso na displicência, até que recobrou as lembranças. Lembranças de como vivera abastado junto à família, lembranças do bom senso que outrora possuía.

Quando me deparei com este texto fiquei imaginando o quanto, indubitavelmente, ele retrata a nossa vida. Este jovem precisou sofrer para ter um caráter totalmente lapidado, transformado. Precisou padecer muito para ter a personalidade formada. Num dado mo- mento, ele pára um pouco, analisa sua vida, arrepende-se, formula em seu coração o que vai dizer ao pai e, então, humilha-se diante dele e é recebido por este de braços abertos e coração cheio de amor.

Precisamos aprender com a vida. Vivemos dias difíceis neste mundo. As pessoas mentem, são orgulhosas, não se humilham, não se arrependem, não admitem seus erros. Lamentavelmente essa inegável enxurrada de maldade permeia e, muitas vezes, até impera na vida de muitos crentes nos dias hodiernos.

Várias vezes nós, evangélicos, não reconhecemos que erramos. Quantos somente apontam o erro alheio e nunca dizem: "Eu também errei, eu sou o culpado". Não devemos agir assim, Mt 7: 1-5. As Escrituras nos mandam sentir as nossas misérias, Tg 4: 8-9.

A sociedade deseja ver em nós um caráter ilibado, onde exista sinceridade, humildade, perdão, confissão, quebrantamento, transparência, condescendência e misericórdia, Mt 5: 16; Mq 6: 8, por que do que não traz alento ao coração a sociedade está saturada.

Vamos alavancar tudo o que for pertinente a esse sentido cristão da vida como nossa mais sólida contribuição para a transformação desse mundo sem Deus. Não protelemos, mas façamos agora, já. Sejamos como o filho pródigo que se arrependeu, tomou para si a culpa de seu erro e teve êxito. Que Deus nos ajude. Amém.


Publicado no Jornal Aleluia de dezembro de 2002.


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