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Mais de trezentos milhões de pessoas
estão desempregadas nos países
em desenvolvimento.

Psicólogos trabalhistas
têm relacionado
o desemprego ao luto.
 

É sabido que mais de trezentos milhões de pessoas estão desempregadas nos países em desenvolvimento do Terceiro Mundo e que isto representa, aproximadamente, trinta e cinco por cento da força de trabalho. Além disso, parece certo que, pelo menos no futuro imediato, este problema se agravará. As nações em desenvolvimento se tornarão mais e mais industrializadas e competirão no mercado mundial. Os computadores continuarão assumindo o trabalho nas fábricas, campos e até no diagnóstico das doenças.
 

Que é o desemprego

O desemprego não é um problema de estatísticas, mas de sofrimento físico e psicológico das pessoas. É uma tragédia pessoal e social mordaz. Psicólogos trabalhistas têm relacionado o desemprego ao luto; a perda do trabalho sendo semelhante, em termos, à perda de um parente ou de um amigo. Ao ouvirem que estão demitidas, algumas pessoas entram em choque: ficam iradas, sentem-se rejeitadas e rebaixadas. Sua auto-imagem sofre um golpe cruel que resulta em conflito na vida familiar, principalmente se não podem mais sustentar seus dependentes.

Depois disto, vêm a depressão e o pessimismo: as economias vão-se acabando e a perspectiva de vida se torna cada vez mais sombria. Finalmente, chega o fatalismo: após permanecerem desempregadas por muitos meses e de se frustrarem com as inúmeras respostas negativas aos pedidos de emprego, a energia e a esperança dessas pessoas declinam, dando lugar ao espírito de amargura e ao sentimento de total desmoralização. O desemprego é, portanto, um pesadelo que vem tirando o sono de muitos no mundo. Só no Brasil há milhões de pessoas que estão desempregadas por mais de um ano.

O trabalho foi instituído por Deus na criação. O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cultivá-lo e para cuidar dele (Gn 2:15). A ordem de Deus foi para o homem povoar e sujeitar a terra e manter domínio sobre todo ser vivente (Gn 1:28). Mais tarde, isto foi incorporado aos Dez Mandamentos: "Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra", Êx 20: 9. Portanto, negar ao homem a oportunidade de trabalhar é negá-lo a chance de desempenhar sua própria natureza e as leis básicas pelas quais Deus ordenou que cada homem deveria viver sobre a terra.

No mundo de hoje, com toda sua ênfase material, a seguinte equação é sempre proposta: "falta de emprego = falta de dinheiro = falta de vida." Apesar de ser esta uma visão errada da vida, deveria ser levada a sério. Quando a falta de dinheiro se torna uma ansiedade tal que preocupa a cada hora do dia, então esta equação é totalmente compreendida.

O apóstolo Paulo, escrevendo a Timóteo, coloca este problema num contexto absoluto e nos exorta a vivermos contentes com o suprimento de nossas necessidades básicas o alimento e a vestimenta: "Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes", 1Tm 6: 6-8. Porém, poucos desempregados têm suas necessidades básicas supridas. São impossibilitados de sustentar a própria família, isso por não terem tido oportunidade de estudar ou por não terem acompanhado o progresso.
 

Nossa responsabilidade

A Palavra de Deus coloca sobre nós uma responsabilidade: precisamos cuidar das pessoas, compartilhando aquilo que temos recebido do Senhor. Há várias maneiras pelas quais podemos socorrer os desempregados, agindo individualmente ou como membros de uma Igreja. Gostaria de sugerir algumas:

1) Contribuir para o sustento das famílias. Um dos temas centrais do discipulado cristão é a contribuição. Isto deve ser um fluir natural da nossa gratidão a Deus e do nosso amor ao próximo. Devemos manter comunhão com eles, orar pelo problema que estão enfrentando e traduzir em ação direta os preceitos bíblicos sobre a mordomia, socorrendo aqueles que estão em dificuldade, Am 8: 4-6; Lc 10: 25-37; Dt 15: 7-11.

2) Mudar nossa atitude em relação ao desempregado e persuadir os outros a fazerem o mesmo. O mais importante é rejeitar qualquer sentimento de superioridade. Uma grande maioria das pessoas desempregadas deseja trabalhar, mas não encontram emprego. Elas são vítimas da recessão e da nova tecnologia. Há, portanto, necessidade de compaixão cristã para com essas pessoas e mais cuidados pastorais. O ditado do apóstolo Paulo "quem não trabalhar que também não coma", 2Ts 3: 10, refere-se ao desemprego voluntário e não ao involuntário.

3) Cada igreja local pode tomar sua própria iniciativa. Desenvolvendo planos para utilizar as dependências da igreja que ficam ociosas em alguma parte do dia, especialmente para prestar serviço à comunidade, utilizando a mão-de-obra das pessoas desempregadas. Assim, além de comunidade de adoração, a igreja também se torna comunidade de serviço.

4) Criar um grupo de oração e de aconselhamento aos desempregados. Uma ou duas reuniões semanais são suficientes para que essas pessoas se sintam aceitas no grupo e tenham suas necessidades supridas mediante as respostas às orações.

 

 

 
 
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Este artigo pode ser reproduzido livremente
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   Comentários dos leitores
Do Pr. Héverton Bacha
Igreja Presbiteriana Renovada
Borda da Mata, MG

Pastor, o senhor está certo com essas palavras edificadoras a respeito do mundo secular. Mas só tem uma estratégia a se fazer para com o povo em desemprego. O Egito não acabou, o povo ainda está rodeando o deserto. A meu ver, só há uma solução: o povo se converter de verdade, pois muitos estão só de fachada, infelizmente.  Jesus nos ensina: "Buscai primeiro o reino de Deus e as demais coisas vos serão acrescentadas". Salomão pediu apenas sabedoria e obteve tudo. Acho que é isso que falta nas igrejas.

 
 

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