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Comentários
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A família
e as
relações
afetivas
no mundo
pós-moderno
Pr. Rubens Paes
Arapongas, PR |
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A expressão
"pós-modernismo" ganhou espaço na Teologia, no Direito,
na Filosofia, nas artes e em outros ramos
do conhecimento humano.
Convencionou-se chamar de pós-moderno o período
que começou em 1945,
após a Segunda Guerra Mundial.
Enquanto o Modernismo representava uma ruptura
com o passado,
o pós-modernismo mescla o antigo
com o novo; é eclético.
Os novos conceitos éticos, a moral e
os costumes que vão ganhando forma e conquistando espaço trazem
preocupações. Há certas áreas em que o homem parece regredir. A qualidade
da vida emocional das pessoas está piorando a cada dia. Nos
relacionamentos interpessoais falta carinho e sobra agressividade, falta
compromisso e sobeja infidelidade. O caráter das pessoas está
enfraquecido.
Os costumes mudaram
sensivelmente na segunda metade do século XX. Toda essa mudança influenciou a família.
Os lares tornaram-se mais frágeis. A sexualidade foi banalizada. Os filhos passaram a
viver de forma mais independente. Os jovens já não são tão entusiastas quando falam em
casamento. Homens e mulheres estão fugindo aos compromissos que a união conjugal traz
consigo. Dentro e fora das igrejas, muita gente vive verdadeiros pesadelos em seus
relacionamentos conjugais. Não é incomum ver homens e mulheres frustrados que, se
pudessem, voltariam no tempo e jamais se casariam.
Contudo, esse não foi o plano de Deus ao
instituir o casamento. O Senhor viu que a solidão não era boa para o homem. Por isso,
criou a mulher. O Criador pensou em companheirismo, em vida sentimental, em carinho, em
amor. E o lar é o lugar que Deus planejou para que as pessoas tenham supridas suas
carências emocionais.
Que é o
casamento
Dizem alguns, em tom de brincadeira, que o
casamento é um barco feito para naufragar. Se ele conseguir sustentar-se sobre as águas,
será exceção. Que pensamos nós, cristãos, acerca do casamento? Embora vivamos numa
sociedade chamada de "pós-moderna", e estejamos cercados por conceitos morais
liberais, nossos princípios devem estar firmados nas Escrituras Sagradas.
a) O
casamento é uma instituição divina, Gn 2: 18. Foi Deus quem estabeleceu o matrimônio,
com o objetivo de tornar o homem completo e feliz. A união conjugal não é um barco
feito para naufragar. Jesus ressaltou a importância do matrimônio e o confirmou como
sendo instituição divina, Mc 10: 7-9.
b) O
casamento é uma união exclusiva, Gn 2: 24. A idéia original de Deus para o casamento é
a monogamia. O Senhor criou uma mulher, Eva, e a entregou a um homem, Adão. Contudo, a
cobiça humana e as transformações culturais e sociais se encarregaram de fazer
mudanças na estrutura familiar. Por isso a poligamia tornou-se tão comum nos relatos do
Antigo Testamento e impregnou muitas culturas.
No Brasil, a bigamia é crime. Quem contrai novo
casamento, sendo ainda casado, pode ser condenado de dois a seis anos de reclusão. E o
solteiro que contrai núpcias com alguém que é casado, sabendo dessa circunstância,
pode ser condenado à prisão pelo período de um a três anos. A lei, no entanto, não
tem o poder de fazer com que maridos e esposas sejam fiéis no relacionamento conjugal.
c) O
casamento é uma união entre pessoas de sexo diferente. Dirão alguns leitores que é
óbvio que o casamento se dá entre pessoas de sexo diferente. Infelizmente, já não é
tão óbvio assim. Há legisladores brasileiros lutando pela aprovação de projetos de
lei que autorizariam a união civil entre homossexuais.
Em 2002, um projeto de autoria do deputado Ricardo
Fiúza propunha a seguinte redação para o artigo 11 do Código Civil: "O direito à
vida, à integridade físico-psíquica, à identidade, à honra, à imagem, à liberdade,
à privacidade, à opção sexual e outros reconhecidos à pessoa são natos, absolutos,
intransmissíveis, indisponíveis, irrenunciáveis, ilimitados, imprescritíveis,
impenhoráveis e inexpropriáveis". (grifo nosso).
O uso da expressão opção sexual na lei teria
amplos efeitos e concederia aos homossexuais a total proteção do Direito. No entanto,
nossa abordagem aqui não tem como fundamento o Direito, mas as Escrituras Sagradas. Aos
olhos divinos, o casamento é uma união entre homem e mulher. As Escrituras sempre
abominaram o homossexualismo, 1Co 6: 9-10; 1Tim 1: 10, etc.
d) O
casamento é uma união permanente. Deus planejou o casamento para durar a vida toda, Gn
1: 24. Contudo, já ao tempo do Antigo Testamento, os casais enfrentavam tantos problemas
que Moisés legislou acerca do divórcio. A mulher ficava completamente desprotegida
diante de um marido que não desejava mais permanecer casado.
Mas, quando chegamos ao Novo Testamento,
percebemos o quanto Jesus zelou pela saúde da família. Quando lhe perguntaram sobre o
divórcio, ele respondeu que Moisés o autorizara por causa da dureza do coração do
povo, Mc 10: 9. Jesus protegeu o matrimônio, valorizou a mulher na sociedade judaica e
disse que a única hipótese em que o divórcio era admissível seria no caso de
infidelidade conjugal, Mt 19: 9.
Para muitos, o vínculo conjugal pode ser desfeito
a partir do momento em que ocorrerem os primeiros conflitos ou quando os cônjuges não
combinarem mais. Nem todos pensam nos traumas que a separação e o divórcio trazem não
só para o casal, mas também para toda a família.
A Bíblia é clara com respeito aos fortes
vínculos dessa união, Mt 19: 9; 1Co 7: 10-11. A expressão "unir" (heb.
qbd
dabaq), em Gênesis 2: 24, originalmente tem o sentido de colar, soldar, pressupondo que
qualquer tentativa de rompimento trará efeitos devastadores.
Reafirmando
o valor da vida afetiva na família
Podemos afirmar sem medo de errar que as
relações afetivas nos lares não são as melhores. Por isso, talvez este seja o momento
ideal para você avaliar, juntamente com seu cônjuge e filhos, qual tem sido o nível do
relacionamento afetivo em sua família.
Casais e filhos muito atarefados vão se tornando
cada vez mais ausentes da vida familiar. Reveja as prioridades, reorganize seu tempo para
que os males e as pressões da chamada "pós-modernidade" não destruam sua
família e seus sonhos.
Fonte:
O texto é parte do primeiro capítulo do livro
"Curando Lares Feridos",
de Rubens Paes,
publicado pela Editora Aleluia,
Arapongas, PR, 2003.
Texto
publicado
no Jornal Aleluia de junho de 2003
Direitos autorais
E ste artigo pode ser reproduzido livremente
para
fins pessoais,
sendo, porém, vedada sua publicação sem autorização formal da Editora Aleluia.

Do Pastor Jorge Alves Rodrigues
São Bernardo do Campo, SP
Pr. Rubens, meu irmão e colega, meu votos de apreço por mais uma notável
colaboração ao crescimento da família Renovada. Lendo seu livro Curando
Lares Feridos, vemos como a raça humana vem se complicando, atolada numa
verdadeira areia movediça. O pós-modernismo surge dentro de um século
que suportou duas guerras mundiais. A esperança era de que,
após-guerras, o mundo fosse cair num clima de otimismo, a fim de
reerguer-se duma catástrofe sem igual.
Mas o que vemos é um mundo totalmente desencontrado, desrespeitoso, sem
afeição natural, como diz Paulo aos Romanos 1:28,29:
"E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus
os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não
convêm; estando cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia,
avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano,
malignidade".
Pr. Rubens, seu livro traz a esperança da Palavra de Deus para a
família, revitalizando os valores matrimoniais e familiares. Que Deus
continue usando-o assim.
Do Pastor João Batista Botoni
Nova Monte Verde, MTQuero
parabenizar ao Pr. Rubens pelo tema abordado, porque a base de uma Igreja
ou sociedade são famílias bem estruturadas: "famílias fortes, Igrejas
fortes, sociedade equilibrada". Deus o abençoe.
Do Pastor Jobel Cândido Venceslau
Assis, SP
Agora cedo acabei de ler o livro
Curando Lares Feridos, da lavra do
Pr. Rubens Paes. Que livro maravilhoso! Gostei imensamente. Livro atual, conciso,
bíblico, cheio de conceitos, conselhos e orientação para os lares. Livro gostoso de
ler, bem claro, linguagem simples, que qualquer pessoa pode entender.
O Pr. Rubens
está de parabéns. A Gráfica também está de parabéns por ter em seu quadro de
redatores um escritor à altura, de alto nível.
Sinceramente
tenho lido dezenas de livros sobre o assunto, mas este é um dos melhores, senão o
melhor. Curando Lares Feridos é um assunto atualíssimo, que precisa ser ministrado nas
igrejas. Tenho viajado pelo país, ministrando na área familiar e vejo a grande
necessidade de falar sobre este assunto. Glória a Deus por este livro que traz boa
orientação para os lares. Quando li sobre a perda de um ente querido no lar, cheguei a
me emocionar, e não pude conter as lágrimas.
Que Deus possa abençoar o Pr. Rubens para que possa produzir muitos outros livros,
para
edificação do povo de Deus. Que Deus também abençoe a nossa querida
Gráfica na produção de livros maravilhosos e de grande edificação para
a Igreja de Deus. Aleluia!
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