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A expressão "pós-modernismo"
ganhou espaço na Teologia, no Direito,
na Filosofia, nas artes e em outros ramos
do conhecimento humano.

Convencionou-se chamar de pós-moderno
o período que começou em 1945,
após a Segunda Guerra Mundial.
Enquanto o Modernismo representava
uma ruptura com o passado, o Pós-modernismo
mescla o antigo com o novo; é eclético.

 


Os novos conceitos éticos, a moral e os costumes que vão ganhando forma e conquistando espaço trazem preocupações. Há certas áreas em que o homem parece regredir. A qualidade da vida emocional das pessoas está piorando a cada dia. Nos relacionamentos interpessoais falta carinho e sobra agressividade, falta compromisso e sobeja infidelidade. O caráter das pessoas está enfraquecido.

Os costumes mudaram sensivelmente na segunda metade do século XX. Toda essa mudança influenciou a família. Os lares tornaram-se mais frágeis. A sexualidade foi banalizada. Os filhos passaram a viver de forma mais independente. Os jovens já não são tão entusiastas quando falam em casamento. Homens e mulheres estão fugindo aos compromissos que a união conjugal traz consigo. Dentro e fora das igrejas, muita gente vive verdadeiros pesadelos em seus relacionamentos conjugais. Não é incomum ver homens e mulheres frustrados que, se pudessem, voltariam no tempo e jamais se casariam.

Contudo, esse não foi o plano de Deus ao instituir o casamento. O Senhor viu que a solidão não era boa para o homem. Por isso, criou a mulher. O Criador pensou em companheirismo, em vida sentimental, em carinho, em amor. E o lar é o lugar que Deus planejou para que as pessoas tenham supridas suas carências emocionais.


Que é o casamento

Dizem alguns, em tom de brincadeira, que o casamento é um barco feito para naufragar. Se ele conseguir sustentar-se sobre as águas, será exceção. Que pensamos nós, cristãos, acerca do casamento? Embora vivamos numa sociedade chamada de "pós-moderna", e estejamos cercados por conceitos morais liberais, nossos princípios devem estar firmados nas Escrituras Sagradas.

a) O casamento é uma instituição divina, Gn 2: 18. Foi Deus quem estabeleceu o matrimônio, com o objetivo de tornar o homem completo e feliz. A união conjugal não é um barco feito para naufragar. Jesus ressaltou a importância do matrimônio e o confirmou como sendo instituição divina, Mc 10: 7-9.

b) O casamento é uma união exclusiva, Gn 2: 24. A idéia original de Deus para o casamento é a monogamia. O Senhor criou uma mulher, Eva, e a entregou a um homem, Adão. Contudo, a cobiça humana e as transformações culturais e sociais se encarregaram de fazer mudanças na estrutura familiar. Por isso a poligamia tornou-se tão comum nos relatos do Antigo Testamento e impregnou muitas culturas.

No Brasil, a bigamia é crime. Quem contrai novo casamento, sendo ainda casado, pode ser condenado de dois a seis anos de reclusão. E o solteiro que contrai núpcias com alguém que é casado, sabendo dessa circunstância, pode ser condenado à prisão pelo período de um a três anos. A lei, no entanto, não tem o poder de fazer com que maridos e esposas sejam fiéis no relacionamento conjugal.

c) O casamento é uma união entre pessoas de sexo diferente. Dirão alguns leitores que é óbvio que o casamento se dá entre pessoas de sexo diferente. Infelizmente, já não é tão óbvio assim. Há legisladores brasileiros lutando pela aprovação de projetos de lei que autorizariam a união civil entre homossexuais.

Em 2002, um projeto de autoria do deputado Ricardo Fiúza propunha a seguinte redação para o artigo 11 do Código Civil: "O direito à vida, à integridade físico-psíquica, à identidade, à honra, à imagem, à liberdade, à privacidade, à opção sexual e outros reconhecidos à pessoa são natos, absolutos, intransmissíveis, indisponíveis, irrenunciáveis, ilimitados, imprescritíveis, impenhoráveis e inexpropriáveis". (grifo nosso).

O uso da expressão opção sexual na lei teria amplos efeitos e concederia aos homossexuais a total proteção do Direito. No entanto, nossa abordagem aqui não tem como fundamento o Direito, mas as Escrituras Sagradas. Aos olhos divinos, o casamento é uma união entre homem e mulher. As Escrituras sempre abominaram o homossexualismo, 1Co 6: 9-10; 1Tim 1: 10, etc.

d) O casamento é uma união permanente. Deus planejou o casamento para durar a vida toda, Gn 1: 24. Contudo, já ao tempo do Antigo Testamento, os casais enfrentavam tantos problemas que Moisés legislou acerca do divórcio. A mulher ficava completamente desprotegida diante de um marido que não desejava mais permanecer casado.

Mas, quando chegamos ao Novo Testamento, percebemos o quanto Jesus zelou pela saúde da família. Quando lhe perguntaram sobre o divórcio, ele respondeu que Moisés o autorizara por causa da dureza do coração do povo, Mc 10: 9. Jesus protegeu o matrimônio, valorizou a mulher na sociedade judaica e disse que a única hipótese em que o divórcio era admissível seria no caso de infidelidade conjugal, Mt 19: 9.

Para muitos, o vínculo conjugal pode ser desfeito a partir do momento em que ocorrerem os primeiros conflitos ou quando os cônjuges não combinarem mais. Nem todos pensam nos traumas que a separação e o divórcio trazem não só para o casal, mas também para toda a família.

A Bíblia é clara com respeito aos fortes vínculos dessa união, Mt 19: 9; 1Co 7: 10-11. A expressão "unir" (heb. qbd dabaq), em Gênesis 2: 24, originalmente tem o sentido de colar, soldar, pressupondo que qualquer tentativa de rompimento trará efeitos devastadores.
 

Reafirmando o valor da vida afetiva

Podemos afirmar sem medo de errar que as relações afetivas nos lares não são as melhores. Por isso, talvez este seja o momento ideal para você avaliar, juntamente com seu cônjuge e filhos, qual tem sido o nível do relacionamento afetivo em sua família.

Casais e filhos muito atarefados vão se tornando cada vez mais ausentes da vida familiar. Reveja as prioridades, reorganize seu tempo para que os males e as pressões da chamada "pós-modernidade" não destruam sua família e seus sonhos.

...................

Rubens Paes é pastor da IPRB desde 03/12/1983.
Detentor do prontuário 326.
Diretor da Editora Aleluia desde 17/12/2005.
Artigo editado no Jornal Aleluia de junho de 2003.

Fonte
:
O texto é parte do primeiro capítulo do livro "Curando Lares Feridos",
de Rubens Paes,
publicado pela Editora Aleluia, Arapongas, PR, 2003.

 

 

Direitos autorais

Este artigo pode ser reproduzido livremente
para fins pessoais, sendo, porém, vedada sua publicação
sem autorização formal da Editora Aleluia.

 

   Comentários dos leitores
 

Do Pastor Jorge Luiz da Silva
IPR Central de Arapongas
Arapongas, PR

Muito bom artigo. Com certeza precisamos expressar as verdades
a respeito deste tema e, assim, lutar por esta causa e preservar esta grande instituição criada por Deus, que é a família

 

Do Pastor Jorge Alves Rodrigues
São Bernardo do Campo, SP


Pr. Rubens, meu irmão e colega, meu votos de apreço por mais uma notável colaboração ao crescimento da família Renovada. Lendo seu livro Curando Lares Feridos, vemos como a raça humana vem se complicando, atolada numa verdadeira areia movediça. O pós-modernismo surge dentro de um século que suportou duas guerras mundiais. A esperança era de que, após-guerras, o mundo fosse cair num clima de otimismo, a fim de reerguer-se duma catástrofe sem igual.
Mas o que vemos é um mundo totalmente desencontrado, desrespeitoso, sem afeição natural, como diz Paulo aos Romanos 1:28,29:
"E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; estando cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade".
Pr. Rubens, seu livro traz a esperança da Palavra de Deus para a família, revitalizando os valores matrimoniais e familiares. Que Deus continue usando-o assim.

 


Do Pastor João Batista Botoni
Nova Monte Verde, MT

Quero parabenizar ao Pr. Rubens pelo tema abordado, porque a base de uma Igreja ou sociedade são famílias bem estruturadas: "famílias fortes, Igrejas fortes, sociedade equilibrada". Deus o abençoe.
 

Do Pastor Jobel Cândido Venceslau
Assis, SP

Agora cedo acabei de ler o livro Curando Lares Feridos, da lavra do Pr. Rubens Paes. Que livro maravilhoso! Gostei imensamente. Livro atual, conciso, bíblico, cheio de conceitos, conselhos e orientação para os lares. Livro gostoso de ler, bem claro, linguagem simples, que qualquer pessoa pode entender.

O Pr. Rubens está de parabéns. A Gráfica também está de parabéns por ter em seu quadro de redatores um escritor à altura, de alto nível.

Sinceramente tenho lido dezenas de livros sobre o assunto, mas este é um dos melhores, senão o melhor. Curando Lares Feridos é um assunto atualíssimo, que precisa ser ministrado nas igrejas. Tenho viajado pelo país, ministrando na área familiar e vejo a grande necessidade de falar sobre este assunto. Glória a Deus por este livro que traz boa orientação para os lares. Quando li sobre a perda de um ente querido no lar, cheguei a me emocionar, e não pude conter as lágrimas.

Que Deus possa abençoar o Pr. Rubens para que possa produzir muitos outros livros, para edificação do povo de Deus. Que Deus também abençoe a nossa querida Gráfica na produção de livros maravilhosos e de grande edificação para a Igreja de Deus. Aleluia!

Página atualizada em 07/10/2011