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Halloween,
uma tradição exótica
que teimamos
em importar
Pr. Mário de Jesus Arruda
Carapicuíba,
SP |

Comentários
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Qual seria
a necessidade de um estudo
sobre o Halloween,
se esta é uma festa americana
e de
alguns países europeus?
Apesar desta festividade não ser muito
conhecida pela maioria
das pessoas no Brasil,
ela vem ganhando grande espaço
em nossa cultura através de
escolas primárias,
escolas de inglês, TV, clubes, etc.
O que são as festas de Halloween? O
Halloween
acontece nas noites dos dias 31 de outubro que são geralmente celebradas com festas à
fantasia, fogueiras e com crianças vestidas de monstros, fantasmas, bruxas, etc., as
quais saem de casa em casa pedindo doces (brincadeira de "trick or treat",
"travessuras ou doces").
Simbolismos e suas origens
Definição:
"Hallowed"
é uma palavra do Inglês antigo que significa "santo", e "een"
também de origem inglesa significa "noite", então o significado é "Noite
Santa" ou "All Hallows Eve", "Noite de Todos os Santos".
O dia 31 de outubro
O dia 31 de outubro não
é uma escolha por acaso. No calendário celta, este é um dos quatro principais dias de
descanso das bruxas, os quatro dias de "meio trimestre". O primeiro, 2 de
fevereiro, conhecido como Dia da Marmota, honrava a Brigite, a deusa pagã da cura. O
segundo, um feriado de maio chamado Beltane, era, entre os bruxos, o tempo de plantar.
Neste dia os druidas executavam ritos mágicos para incentivar o crescimento das
plantações. O terceiro, uma festa de colheita em agosto, era comemorado em honra ao deus
sol, a divindade brilhante, Lugh. Esses três primeiros dias marcavam a passagem das
estações, o tempo de plantar e o tempo de ceifar, bem como o tempo da morte e
ressurreição da terra. O último, Samhain, marcava a entrada do inverno. Nesse tempo, os
druidas executavam rituais em que um caldeirão simbolizava a abundância da deusa.
Dizia-se que era tempo de "estado intermediário", uma temporada sagrada de
superstição e de conjurações de espíritos.
Para os druidas, 31 de outubro era a noite em que
Samhain voltava com os espíritos dos mortos. Eles precisavam ser apaziguados ou
agradados; caso contrário, os vivos seriam ludibriados. Acendiam-se enormes fogueiras nos
topos das colinas para afugentar os espíritos maus e aplacar os poderes sobrenaturais que
controlavam os processos da natureza. Recentemente alguns imigrantes europeus, de um modo
especial os irlandeses, introduziram o Halloween nos Estados Unidos. No final do
século passado, seus costumes se haviam tornado populares. Era ocasião de infligir danos
às propriedades, e consentir que se praticassem atos diabólicos não tolerados noutras
épocas do ano
A Igreja Católica celebrava originalmente o
"Dia de Todos os Santos" no mês de maio e não dia 1 de novembro como é feito
atualmente. O Papa Gregório III, em 835, tentando apaziguar a situação nos territórios
pagãos recém conquistados no noroeste da Europa, permitiu-lhes combinar o antigo ritual
do "Dia de Samhain" ou "Vigília de Samhain" (algo parecido com o que
os católicos fizeram no Brasil com os deuses africanos e os santos da igreja no tempo da
escravidão). O Panteão de Roma, templo edificado para adoração de uma multiplicidade
de deuses, foi transformado em igreja. Os cristãos celebravam ali o dia dos santos
falecidos no dia posterior ao que os pagãos celebravam o dia de seu Senhor dos Mortos.
Druidas
Estes eram membros de um
culto sacerdotal entre os celtas na antiga França, Inglaterra e Irlanda que adoravam
deuses semelhantes aos dos gregos e romanos, mas com nomes diferentes. Pouco se sabe sobre
eles, pois os sacerdotes passavam seus ensinamentos apenas oralmente jurando e fazendo
jurar segredo. Algumas práticas porém são conhecidas. Eles moravam nas florestas e
cavernas, e diziam dar instruções, fazer justiça e prever o futuro através de vôo de
pássaros, do fogo, do fígado e outras entranhas de animais sacrificados. Os druidas
também ofereciam sacrifícios humanos e tinham como sagrados a lua, a
"meia-noite", o gato, o carvalho, etc. Os druidas foram dizimados pelos romanos
na França e Inglaterra antes do final do primeiro século, mas continuaram ativos na
Irlanda até o quarto século.
Bruxas e fantasmas
Os antigos druidas
acreditavam que em uma certa noite (31 de outubro), bruxas, fantasmas, espíritos, fadas,
e duendes saiam para prejudicar as pessoas.
Lua cheia, gatos e morcegos
Acreditava-se que a lua
cheia marcava a época de praticar certos rituais ocultos. O gato estava associado as
bruxas por superstição. Acreditava-se que as bruxas podiam transferir seus espíritos
para gatos, então acreditava-se que toda bruxa tinha um gato. O gato era tido como
"um espírito familiar" e muitos eram mortos quando se suspeitava ser uma bruxa.
Os druidas também tinham os gatos como animais sagrados, acreditando terem eles sido
seres humanos transformados em gatos como punição por algum tipo de perversidade.
Representavam portanto seres humanos encarnados, espíritos malvados, ou os
"espíritos familiares" das bruxas. A cor do gato originalmente não era um
fator importante. O morcego, por sua habilidade de perseguir sua presa no escuro, adquiriu
a reputação de possuir forças ocultas. O mamífero voador também possuía as
características de pássaro (para o ocultismo, símbolo da alma) e de demônio (por ser
noturno). No período medieval acreditava-se que demônios transformavam-se em morcegos.
Cabeças de Abóbora ("Jack-o-lanterns")
A lanterna feita com uma
abóbora recortada em forma de "careta", veio da lenda de um homem notório
chamado Jack, a quem foi negada a entrada no céu, por sua maldade, e no inferno, por
pregar peças no diabo. Condenado a perambular pela terra como espírito até o dia do
juízo final, Jack colocou uma brasa brilhante num grande nabo oco, para iluminar-lhe o
caminho através da noite. Este talismã (que virou abóbora) simbolizava uma alma
condenada.
"Travessuras ou Doces"
- "Trick or Treat"
Acreditava-se na cultura
celta que para se apaziguar espíritos malignos, era necessário deixar comida para eles.
Esta prática foi transformada com o tempo e os mendigos passaram a pedir comida em troca
de orações por quaisquer membros mortos da família. Também neste contexto, havia na
Irlanda a tradição, que um homem conduzia uma procissão para angariar oferendas de
agricultores, a fim de que sua colheitas não fossem amaldiçoadas por demônios. Uma
espécie de chantagem, que daí deu origem ao "travessuras ou doces" "Trick
or Treat".
As máscaras e fantasias
As máscaras têm sido
um meio de supersticiosamente afastar espíritos maus ou mudar a personalidade do usuário
e também de comunicação com o mundo dos espíritos. Acreditava-se enganar e assustar os
espíritos malignos, quando vestidos com máscaras. Também em outras culturas pessoas tem
usado máscaras para assustar demônios que acreditavam trazer desastres como epidemias,
secas, etc. Grupos envolvidos com magia negra e bruxaria também usam máscaras para
"criar uma ligação" com o mundo dos espíritos.
As fogueiras
A palavra inglesa para
fogueira (de acampamento, festas, etc.) é "Bonfire". Alguém pode até
pensar que quer dizer "fogo bom", mas na verdade vem de "Bone"
(osso) + "Fire" (fogo). Nas celebrações da "Vigília de
Samhain" nos dias 31 de outubro, os druidas acreditavam poder ver boas coisas e mal
agouros do futuro através do fogo. Nestas ocasiões, os druidas construíam grandes
fogueiras com cestas de diversos formatos e queimavam vivos prisioneiros de guerra,
criminosos e animais. Observando a posição dos corpos em chama, eles diziam ver o
futuro.
As cores laranja e preta
As cores usadas no
Halloween,
o laranja e o preto, também tem sua origem no oculto. Elas estiveram ligadas a missas
comemorativas em favor dos mortos, celebradas em novembro. As velas de cera de abelha
tinham cor alaranjada, e os esquifes eram cobertos com tecidos pretos.
O Halloween hoje
Vejamos agora a
celebração atual do Halloween. Não é uma temática de trevas, morte, medo, ameaças,
destruição e mal? Há bruxas, vassouras, morcegos, corujas, esqueletos, morte e
monstros. Há lugares do mundo (cada vez mais) em que as crianças se disfarçam de
demônios, bruxas e fantasmas, e saem à rua quando já está escuro, para repetir o que
faziam os Druidas: pedir comida só que agora pedem guloseimas e, em vez de
maldições, ameaçam com travessuras. No Halloween há adivinhações, velas e
invocação de espíritos. Há sacrifícios de cães, gatos, ratos, galinhas, cabras e
até de seres humanos! Podemos pensar: "não é para levar isso tão a sério".
No entanto, o maligno leva a sério, e Deus também.
O que a Bíblia diz
Sobre o culto ao medo:
2Tim 1:7
Sobre um dia especial dedicado ao mal: Salmos
118:24
O que Deus pensa dessa práticas e seus
praticantes: Deut.18:9-14; Isa. 8:19; Lev. 19:26, 31; 20:6-8; 20:27;
Sobre as chantagens da esmola: Salmo 37:25
No Novo Testamento: Gal. 5:19-21; Apoc. 21:8;
22:15
Nossa resposta: Rom. 12:2; 1João 4:4; Efés.
6:12; 1Pedro 5:8-9; 2Cor. 2:11
Refletindo ...
Existe algo de ruim
nisto?
Quer dizer que esta simples festividade com
pessoas e crianças se fantasiando, pedindo doces é um remanescente de antigas práticas
de magia negra, culto aos mortos e outras coisas sinistras?
Tire suas conclusões:
Nos Estados Unidos foram proibidas as orações
públicas. O princípio do sectarismo tirou das escolas a celebração do Natal. Mas o
Halloween
permanece.
O abrigo de gatos de Chicago tem uma procura muito
grande de gatos pretos durante os festejos de Halloween. Temendo que os gatos
estivessem sendo usados em rituais macabros pelos que se auto-proclamam bruxos, a
Sociedade Protetora de Animais excluiu a adoção durante essa temporada.
No Brasil e no mundo estão aparecendo pessoas se
auto-intitulando bruxos. Simbolismo apenas? Pense em alguns símbolos e analise-os. Há
algum significado? Há alguma importância? Há alguma influência? Exemplo: bruxas,
fantasmas, cabeças de abóbora, fantasias macabras, etc.
Deve uma igreja acolher tais
festividades?
Deve um crente participar de tais festividades? Hoje, mais e mais casos de sacrifícios
humanos ocorrem no mundo ocidental justamente nesta época.
Em Jeremias 10.2, lemos: "Não aprendais o
caminho das gentes". Uma pessoa que deseja agradar a Deus deveria dedicar seu tempo e
apoio a celebrações como esta? Deveria permitir que seus filhos participem nas
atividades populares relacionadas com esse festival pagão? Estamos cultivando os frutos
do Espírito ou permitindo que ocasiões como esta nos façam cultivar uma tendência à
idolatria, inimizade, luta, ciúmes, ódio e egoísmo (Gl 5.19-23)? O Halloween promove o
amor a Deus e a Seu Filho Jesus ou nos envolve com demônios, bruxarias e uma quantidade
de outras atividades que são especificamente condenadas na Bíblia?
O Halloween nunca foi uma festividade cristã e
não tem lugar na vida de um crente que nasceu de novo em Cristo Jesus. Na verdade, é uma
abominação ao Senhor, e devemos tomar uma posição firme contra essa festa e tudo
aquilo que ela encerra. Vemos que sua história é claramente pagã, e que a expressão
moderna também o é.
Mario Arruda é pastor da 1ª IPR de
Carapicuíba, SP, em Vila Freida
Membro do
Presbitério de Osasco
Artigo publicado no Jornal Aleluia de
outubro de 2003
Atualizado em 24/08/2009
Direitos autorais
E ste artigo pode ser reproduzido livremente
para
fins pessoais,
sendo, porém, vedada sua publicação sem autorização formal da Editora Aleluia.
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De Ailton Camilo
Arealva, SP
Parabéns ao pastor Mário de Jesus pelo estudo sobre essa maldição que
muitos inconseqüentes e outros não, mas estão querendo implantar no
Brasil a todo custo. A maioria dos interessados em trazer essas
práticas nefastas para nossa sociedade, não bastassem as que já
existem por aqui, são ocultistas mesmo. [...] Todo o meu apoio para
que pastores e homens de Deus usem sua autoridade espiritual e
eclesiástica para coibir isso em nossas igrejas, pois, se
permitirmos que essa maldição entre em nossas igrejas, estaremos
doando mais uma vez nossa autoridade espiritual, como fez Adão.
De Quézia Garcia
Carapicuíba, SP
Gostei do artigo. Achei esclarecedor, quanto às práticas satânicas do
Halloween. Agradeço ao Pr. Mário Arruda por esse importante estudo.
De Ricardo da Silva Livino
Barueri, SP
Muito bom este esclarecimento, pois assim como eu não sabia a origem
desta festa satânica, muitas pessoas também não sabem e, a partir
deste artigo, podemos tomar conhecimento e alertar às demais pessoas,
tanto de nossas igrejas como de nosso trabalho, escola e demais
pessoas que acabam participando sem ao menos saber o que estão
fazendo, e o que é pior, pra quem estão fazendo.
De Sheila Veríssimo Silva
IPR Central de
Assis, SP
De muita valia seu artigo!
Concordo plenamente com tudo que o pastor registrou em seu artigo. Sou
casada e tenho dois filhos, sendo que o mais novo tem 12 anos e nasceu
no dia 31 de outubro. Quando me perguntou sobre o dia do seu
aniversário, expliquei a ele e também disse: Este é o dia que o Senhor
fez; alegremo-nos e regozijemo-nos nele! O Senhor fez todos os dias e
isso é o que nos importa!
De Ivo Prado
Assis, SP
Muito oportuna sua mensagem. Devemos primeiramente divulgá-la em
nossas igrejas, pois sei que há muita gente que ainda não sabe o que
é o Halloween. Então, caros amigos renovados e demais irmãos em
Cristo, vamos divulgar o artigo do irmão Pastor Mário, da IPR de
Carapicuíba. Tomamos a liberdade de copiar o artigo no final da
mensagem. Tire cópias, divulgue, coloque no mural da sua igreja.
De Evandro da Silva Manoel
Carapicuíba, SP
Muito bom este esclarecimento sobre essa festa pagã. Acho de
fundamental importância conhecermos o inimigo de nossas almas e suas
artimanhas que, em sua maioria, são sutis e nos envolvem aos poucos no
seu propósito que, bem sabemos, é roubar, matar e destruir.
Muitas das vezes achamos que coisas pequenas e bobas como o Halloween
são inofensivas e que estamos imunes a essas sutilezas satânicas, o
que é um grande engano. Não podemos nos deixar levar pelo mundo, pois
a Palavra nos diz que o mundo jaz do maligno. Portanto, tudo o que
ainda está no mundo pertence a ele. Louvo a Deus pela vida do pastor
Mário, que Deus continue abençoando-o e sendo esta bênção
em nossas vidas!
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