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"Não dizeis vós que ainda
há quatro meses até à ceifa?
Eu, porém, vos digo: erguei
os olhos
e vede os campos, pois já branquejam
para ceifa”.   

 
                      
João 4: 35.

 

Em tempos de grandes mudanças e transformações profundas no seio da igreja do século XXI, torna-se oportuna a presente meditação. Sabemos que o termo mais usado e o que mais se fala hoje em dia no seguimento evangélico é sobre ter uma visão do mover de Deus para os dias atuais. 

Neste contexto encontramos as mais variadas expressões tais como: grupos familiares, grupos de crescimento, G5, G7, G12, igreja de programas, igreja com propósitos, movimento de conquistas de cidades, movimento de restauração dos dons ministeriais, movimento profético, movimento de retorno de Roma para Jerusalém, movimento de adoração profética, ufa... São tantos e muitos, por estarem em quase todos, se confundem com os movimentos e confundem os movimentos. O resultado disto é que, por falta de informação, acabam gerando má interpretação na mente de muitos outros.

É bom considerar também que cada igreja ou ministério tem buscado estabelecer a “sua visão” e deseja que os outros a adotem como a visão de Deus para este tempo presente. Tenho por certeza que devemos estar abertos ao mover de Deus, compreender as mais diversas opções e não interessarmos apenas em modelos ou métodos e sim na direção que Deus estabeleceu em Sua Palavra para nossa vida e ministério.

Com o propósito de facilitar o entendimento da questão colocada acima, devemos considerar a visão que Jesus recebeu de Deus e compartilhou com os seus discípulos. O texto que temos em epígrafe nos deixa claro que o que Jesus ensinou foi a visão da Colheita!

Segundo o ensino de Jesus, a igreja deve olhar para os campos que já branquejam para a ceifa. O que ocorre por vezes é que, ao invés de se voltar para o verdadeiro propósito da igreja, alguns têm se preocupado mais com pessoas, com lideranças, com diferenças doutrinárias, com os métodos, os meios e principalmente com as questões se o que tem ocorrido é ou não de Deus, segundo o seu entendimento e interpretação.

Enquanto se desgastam com questões humanas e secundárias, Jesus continua dizendo: “Ergam os olhos! Olhem os campos! Eles estão prontos! Vão! E na medida em que forem, façam discípulos de todas as nações!” Devemos mais do que estar preocupados com estas questões, proclamar a visão e o método de Jesus! A VISÃO DA COLHEITA E DO DISCIPULADO.

Quanto ao fluir dos ministérios na igreja, vamos observar Marcos 16: 15: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura” e Mateus 28: 19: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações...” Estes textos apresentam de forma clara o plano de Deus para o fluir na igreja os dons e os ministérios. Então vejamos:

  • A base de constituição da igreja definida pelo próprio Senhor Jesus, segundo o que lemos nos textos sugeridos acima, é à evangelização pela pregação do evangelho aos perdidos e a edificação pelo discipulado dos salvos. Na junção do conteúdo deste ensino concluímos que Deus não quer somente salvar o perdido, mas também deseja edificar o salvo.
     

  • O que podemos observar é que desde os primórdios, no estabelecimento da Igreja, a visão de Deus é que ela funcione como um corpo, onde cada membro tem a sua função. Tomemos por base o texto de Paulo aos Efésios 4: 11-16: “E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo; para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro; antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual o corpo inteiro bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua seu crescimento para edificação de si mesmo em amor."

Diante do exposto, concluímos que não há lugar para distinção de alguns membros, ou seja, o clericalismo ou “estrelato” no corpo de Cristo. O propósito de Deus é que O CORPO TODO funcione. Deus deseja que cada membro funcione no corpo colaborando para que o todo realize o projeto de Deus que é a edificação da igreja pelo evangelismo e pelo discipulado.

Esta tarefa não é privilégio e também não é obrigação de alguns e sim de cada um no corpo de Cristo. Na visão de Deus todos têm seu lugar de funcionamento. Então, voltemos a ler Efésios 4: 12, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo. Os dons ministeriais de apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres foram colocados no corpo para capacitar os demais membros. Assim sendo:

1 - Os ministérios não foram estabelecidos para fazer tudo ou fazer a obra de todos.

2 - Os ministérios são colocados por Deus para capacitar e treinar aos demais no cumprimento de seus serviços que é de evangelizar o perdido e de discipular o salvo.

3 - Os ministérios foram estabelecidos para o aperfeiçoamento dos santos. A palavra “aperfeiçoamento” vem do termo katartismos. Que significa equipar, prover o necessário para que um serviço ou ação seja realizado; dar todas as condições para a realização deste serviço ou ação. Esta é a função dos líderes ministeriais do corpo de Cristo.

4 - Os ministérios foram estabelecidos a fim de tornar o corpo sadio e equipado visando ao seu próprio crescimento. Quando os líderes ministeriais preparam o corpo, a igreja experimenta o crescimento ao qual está destinada: crescimento em maturidade - “perfeita varonilidade”. A palavra “perfeita” é teleios, significando: “de caráter completo” - gerando crescimento físico, moral e mental; crescimento em espiritualidade - “altura espiritual de Cristo”. Tornar cada membro do corpo igual a Jesus.

 
     
 
Onde os ministérios edificarão o corpo de Cristo?

Para maior compreensão devemos questionar: Onde se movia a Igreja em Jerusalém? Segundo os textos de Atos  2: 46-47 e 5: 42, a resposta correta seria no Templo e de casa em casa. A igreja de Jerusalém não possuía templo e nem mesmo a intenção de construí-los, pois o templo de Jerusalém era de todos os judeus.

Ao analisar a vida em comunidade dos cristãos primitivos, encontramos exemplos no Novo Testamento de grupos de pessoas que se reuniam nas casas. Consideremos este exemplo em algumas referências bíblicas tais como Romanos 16: 5, 1Coríntios 16: 19; Colossenses 4: 15; Filemom 2. Havia também reuniões maiores, em praça pública, em anfiteatros, escolas, etc. mas em sua maioria, vida normal da igreja acontecia principalmente nas casas.

Muitas das atividades que hoje consideramos exclusividade do “templo”, aconteciam nos lares. Observemos estes Exemplos: reuniões de oração - Atos 1: 13-14; 12: 5, 12; o batismo no Espírito Santo e exercício dos dons - Atos 2: 1-4; 10: 22, 24-27, 44-46; a Ceia, o partir do pão - Atos 2: 46; 20: 7-8, 11; Judas 12; cura, batismo nas águas - Atos  9: 17-18; 20: 22, 24-25, 47-48; pregação e ensino - Atos 5: 42.

Todas estas atividades caracterizam a Igreja Primitiva como uma “igreja em grupos pequenos”. Praticar estas coisas, portanto, não é apenas uma questão de “modismo”, mas de voltar ao padrão bíblico estabelecido para a igreja.

Esta breve meditação mostra que a vi-são de Deus para a Igreja de hoje continua sendo a mesma transmitida por Jesus aos seus discípulos: A VISÃO DA COLHEITA, contudo o método pode variar de acordo com o mover de Deus para as necessidades de cada geração. Os ministérios devem fluir na igreja, preparando os membros do corpo de Cristo, visando a salvação dos perdidos pela evangelização e a edificação dos salvos pelo discipulado.

 

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Fonte: Jornal Aleluia de agosto de 2004.

 

 
 
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Este artigo pode ser reproduzido livremente
para fins pessoais, sendo, porém, vedada sua publicação
sem autorização formal da Editora Aleluia.

 
   Comentários dos leitores
Do Pr. Antonio Vslbert Bernardes
Igreja E. Nazareno
Jacareí, SP

Gostei muito do artigo. O irmão tem toda razão em expressar os inúmeros modelos de igreja, creio até que sejam estratégias peculiares desses líderes, mas o que se deve observar é que, mesmo as igrejas nos lares, tinham suas características próprias. Cada igreja tem seu povo peculiar, seu próprio estilo, mas Deus é o mesmo e a Palavra é a mesma. As estratégias podem mudar de acordo com o contexto de cada um, mas os princípios são eternos e inegociáveis. O templo é cada um de nós; 1º Co. 3:16,6:19. Não podemos idolatrar o salão (Mt. 18:20) onde nos reunimos nem a placa denominacional. Será que quando Jesus nos manda erguer os olhos Ele não estava querendo dizer: parem de olhar para vocês mesmos e olhem para os que precisam ser salvos, não percam mais tempo, trabalhem porque já está passando a hora de colher o trigo, colham-no depressa; não importa que venha algum joio misturado, deixem que eu separo, apenas trabalhem porque as ferramentas estão no celeiro (Bíblia), podem usá-la à vontade.

De Edson Murcia de Andrade
1ª Igreja Batista
Curitiba, PR

Gostei muito pelo modo em que o assunto foi exposto. Os ministros na maioria entendem que ministros mandam e devem ser servidos, e na verdade são servos e devem servir.
 

De Rodrigo Jerônimo
Goiânia, GO

Concordo com o artigo no tocante ao fato de que não interessa o método, desde que a colheita seja realizada.

Pena que seja assim só na teoria, pois com raríssimas exceções, todas as igrejas, que têm adotado o famigerado método da Colômbia, têm feito desse método doutrina para si e para os outros, isso é fato! E a partir do momento que se tem um elemento igualado à doutrina, beira-se ou chega-se à heresia. Sem querer desmerecer as reuniões nos lares, também é fato de que, no início, a Igreja reunia-se no templo e, com os açoites e prisões, passou a reunir-se nos lares.

Creio que não construíram um templo, porque já tinham um. Se construíssem um exclusivo para si, sofreriam perseguição da mesma maneira; por isso, o melhor era reunir-se em casa. Nosso contexto atual permite que nos reunamos em templos, o que é muito saudável. Não vejo mal algum em reunir-se nos lares, acho até que traz edificação individual. Mas acho inválida a utilização de argumentos fictícios para legitimar, ou melhor, instituir doutrinariamente tal ou tais práticas.

 
 
 
 

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