Sem querer chegar a tanto, estive
fazendo algumas contas.
Esta edição do Jornal Aleluia é a de número
292. Como cada jornal tem, em média, 16 páginas, somam 4.672. Se as
cortássemos em 4, para formar livros, teríamos o apreciável volume de 93
exemplares de 200 páginas. Ou, uma coleção de 125 livros de 150 páginas,
como é a maioria de hoje. Daria para encher boa parte de sua estante.
Fico feliz ao pensar que Deus me deu a graça
de participar diretamente de 290 dessas edições, pois a primeira fora feita
em Assis e, a segunda, em Maringá, em 1972. Além de sustentar a bandeira da
renovação, de influir decisivamente na unificação da igreja, de divulgá-la
fora de suas portas, de informar e inspirar a membresia, mais do que papel,
esses jornais guardam um tesouro: toda a história e pré-história da
Renovada! Considere isso.
Não temos camelos, como Malba Tahan, mas posso
olhar para as revistas de EBD. Sou forçado a fazer algumas contas. Estamos
na edição número 70. Houve época em que a revista era para seis meses.
Outras para três. Nos últimos anos, duram um quadrimestre. Se multiplico 70
por 17, fico sabendo que elas contêm 1.190 lições de EBD! Estudadas, uma em
cada domingo, sem interrupção, seria material para longos 22 anos.
E lembrar que tivemos de planejar essas 70
edições de Revistas de EBD, criando e montando-as especificamente para a
realidade da Igreja, em cada uma de suas fases históricas, observando sua
linha teológica. Foram lições e mais lições que tivemos de revisar para que
seus textos ficassem didáticos, objetivos e falassem a linguagem do nosso
povo e, sobretudo, seguros e confiáveis. Que bom que o Senhor assim nos
tenha dado essa graça.
E agora, com muito contentamento, depois de
seis anos de trabalho, de repente, estamos fechando um projeto de quinze
revistas para nossos adolescentes. Os números são frios, mas 15 volumes com
255 lições equivalem a um livro de 765 páginas. E fizemos esse serviço
contando com apoio de equipe de pedagogos, psicólogos, educadores,
professores e pastores que trabalham na área. Ouro fino, refinado. Em cada
lição, em cada linha que redigia, pensava nos adolescentes que conheço e
tentava escrever com objetividade.
Estamos trabalhando agora nas revistas para
nossas crianças. Material que surge como ovelhinhas saltitantes. As
primeiras editadas já nos deram muita alegria. Não são clonadas. São
legítimas, escritas por uma equipe da igreja e pensando nas crianças, a
igreja do futuro. Constituem um projeto cuidadosamente elaborado de educação
cristã que vai suprir a faixa etária básica.
Teria ainda de falar sobre a produção de
livros. Somos uma editora. Uma área muito complexa, pois muitos se sentem um
pouco escritor, mas poucos se dedicam à leitura. Muitos querem escrever, mas
sem pensar se é isso mesmo que o povo quer ler. Já temos números
consideráveis e o selo Aleluia já se afirma. Tudo com direito adquirido. Um
bem precioso em que estamos investindo. Editamos obras que traduzimos e
especialmente livros de nossos pastores. Material que jamais teria surgido,
não fosse a existência de nossa editora. Voltaremos a relatar mais sobre
isso oportunamente.
Nossa gráfica é uma empresa diferente das
demais. Nasceu sem capital, sobrevive sem caixa. Talvez Malba Tahan soubesse
explicar isso, ele que, na verdade, era o matemático carioca Júlio César de
Mello e Souza. As cortinas estão se fechando, mas há outros números
igualmente interessantes e gostaria de me referir a eles.
Nosso sucesso em áreas editoriais como o
Hinário, que ensinou a igreja a cantar; a Agenda, que, sendo amplo banco de
dados, proporcionou apoio à estrutura organizacional da denominação; os
folhetos, que hoje superam a casa dos 15 milhões de unidades distribuídas;
as Bíblias e livros que revende...
E, dito isso, ainda ficariam indagações: como
foi possível investir na construção de seu prédio próprio, quanto investiu e
está aplicando na manutenção e compra das máquinas que ora nos servem? Quem
sabe, um dia, conversaremos sobre isso.