Quando
parar?
Eis uma decisão muito complicada.
Quando parar de dirigir? Quando parar
de comandar,
de liderar? Quando abandonar a política?
Mas essa atitude tem de
ser tomada.
As
instituições são maiores que as pessoas.
Outros valores, novos, mais
vigorosos, podem assumir nosso lugar e conduzir a igreja, a empresa
ou o que
quer que seja com outros olhos.
Ninguém é insubstituível.
Foi
pensando assim que resolvi deixar a direção
da Editora Aleluia. O momento
pareceu-me certo
para essa decisão.
Primeiro,
porque a Editora está num estágio muito bom de trabalho, já tem sua sede,
bons equipamentos, finanças estabilizadas. Pode marchar com suas próprias
pernas, como vem fazendo.
Segundo,
porque há pessoas que podem conduzir
a instituição com toda segurança,
administrando-a
com total entrosamento com a Igreja,
com os funcionários e
clientes.
E,
por último, porque estou trabalhando no Jornal Aleluia há 32 anos. Dediquei o
melhor de minha vida a esse mister. Começamos do nada. Foi uma semente que
plantamos e que prosperou, com a graça de Deus. Agora que tudo está bem,
gostaria de me colocar um pouco ao lado e ver a Editora crescendo, avançando.
Esse talvez fosse meu maior prêmio por todas as vicissitudes que esses anos me
impuseram.
Então,
chegou o momento do adeus.
Quero agradecer a todos que ombrearam comigo nessa
empreitada. Tanto na Igreja - líderes, pastores, diretores - como aos funcionários,
à família e amigos. Às várias Diretorias da Junta de Publicações. Aos
ex-funcionários.
E
também às pessoas de outras denominações que foram solidárias com esse
empreendimento. Às editoras irmãs, livreiros, distribuidores, fornecedores,
meu muito obrigado. Aos que redigiram lições, artigos e escreveram livros,
igualmente registro meu sincero reconhecimento.
Infelizmente,
nesta longa empreitada, sempre acabamos ferindo alguns, desgostando outros,
sendo mal-entendidos ou não atendendo como gostaríamos. Quero aproveitar para
pedir que me perdoem e creditem toda atitude negativa ou palavra imprópria ao
desejo que sempre tive de levar avante esta amada instituição.
Agradeço
aos que me sustentaram com suas orações, ou com suas palavras de encorajamento,
e aos que contribuíram financeiramente para que a Gráfica honrasse seus
compromissos em tempos difíceis. Tudo foi muito bom. Que ótimo!
A
Igreja me confiou alguns talentos e estou devolvendo-os. Penso que
quadruplicados.
Anápolis, dezembro de 2005
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Texto lido para a Diretoria Administrativa,
reunida em Anápolis, GO, em dezembro 2005.
Publicado no Jornal Aleluia de fevereiro
de 2006