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Como tudo começou
 

Texto de Edinaldo Carvalho Silva


 

         O Senhor Deus Todo-poderoso, conhecedor de todas as coisas, não poderia ter escolhido época melhor para a implantação dessa denominação nessa cidade. O seu trabalho avivado e de libertação era algo novo e necessário para as pessoas que estavam longe da presença do seu Salvador eterno. Era um trabalho novo que estava sendo implantado em nossa cidade, porém, ele estava sendo aprovado por Deus e solidificado pelo o Espírito Santo.

         Após a visita da caravana missionária em Vitória da Conquista, os pastores deixaram contatos na cidade e enviou para evangelizar o campo o missionário Edmundo, juntamente com a sua esposa Meire (infelizmente não posso vos informar o sobrenome do missionário e nem o da sua esposa, pois não consegui tal informação).

          Esse casal missionário veio no propósito de dar o seu melhor para a obra do Senhor, e fazer o possível para que a denominação representada por eles tivesse êxito na cidade.

         Através de informações coletadas com algumas pessoas, pudemos descobrir que o primeiro culto realizado em nossa cidade foi na praça do carvão, no bairro Brasil. Foi um grande culto de libertação e várias pessoas foram curadas de suas enfermidades e libertas da escravidão maligna que lhes eram impostas.

           Depois desse culto maravilhoso que eles realizaram, o casal também fez alguns cultos no bairro Jurema, ganhando algumas almas ali. Porém, o Senhor estava direcionando-os para um trabalho mais intenso no bairro onde eles realizaram o primeiro culto. Entendendo esse direcionamento vindo do Senhor, o casal voltou toda a sua atenção para o bairro Brasil, onde começaram a realizar cultos nos lares, principalmente na casa do policial militar Leão, pessoa que apoiou os missionários desde o início.

         Os cultos foram sendo realizados e as almas foram se rendendo aos pés do Senhor e casa do PM Leão foi ficando pequena. Então o irmão Antônio Azulão, que na época era PM, abriu as portas de sua casa (que ficava na Av. Maranhão, no fundo do batalhão da polícia militar) para iniciar o ponto de pregação da IPRB.

       As primeiras pessoas que aceitaram a Cristo e abraçaram esse trabalho foram os irmãos Leão, Antônio Azulão, o irmão Martiliano de Oliveira Neto, a irmã Neiva, o irmão Valter juntamente com a sua esposa Maria Rosa e outros que, por falta de informações, não estão com os seus nomes relacionados aqui.

 

A perseguição inicial e a sua conseqüência

 

         O Senhor estava mesmo aprovando o trabalho da Renovada naquele local. Pessoas vinham de todas as partes com os corações abertos para ouvirem as boas novas do evangelho e, consequentemente, serem libertas. 

          O Senhor estava mesmo fazendo um belíssimo trabalho no Brasil, através dos irmãos. Disse-me um irmão: “Se pelo menos a metade das pessoas que foram libertadas e que aceitaram a Cristo tivesse permanecido firme, essa denominação seria a maior igreja de Vitória da Conquista, superando até mesmo a I Igreja Batista”.

          Mas, apesar de a igreja estar fazendo o trabalho de transformação social nas vidas das pessoas, alguns irmãos começaram se a levantar contra o trabalho realizado. Por motivo da proximidade da casa do irmão Antônio Azulão à Igreja Batista Moriá, alguns irmãos batistas começaram a se incomodar com o tipo de cultos que o Mss. Edmundo e os novos convertidos estavam realizando. Percebendo o incômodo e a insatisfação dos irmãos batistas, Edmundo resolveu então, procurar outro local para realizar os cultos, até mesmo para evitar constrangimentos futuros.

         Começou então a grande preocupação do Mss. Edmundo: “Onde vou encontrar outro lugar para instalar a igreja?” Foi então que ele resolveu se trancar dentro de casa e se prostrar diante do Senhor, para que Deus entrasse com a Sua providência. O missionário se trancou durante uma semana e durante esse período, os próprios irmãos administravam os cultos.

           Após essa semana de confinamento, ele saiu de casa e encontrou a irmã Neiva, e perguntou se a garagem de sua casa estava vazia. Ela, sem saber o porquê daquela pergunta, disse-lhe que estava vazia, porém, achava que o marido dela não iria alugar para colocar uma igreja lá, pois ele não gostava dos crentes. 

          Ele lhe disse que iria falar com o seu esposo e perguntar se ele alugaria a garagem para uma instalação provisória da igreja. Ela temeu muito e até disse ao Mss. Edmundo que não iria adiantar o esforço, pois o seu esposo não era crente e nem gostava de pastores. Porém, ele disse que iria falar com o esposo dela, porque o Senhor havia lhe dito que aquela garagem seria o lugar onde a igreja iria cultuá-Lo por algum tempo.

         Assim foi o Mss. Edmundo falar com esse senhor. Pediu que o chamasse. A esposa, toda temerosa, foi chamá-lo e, quando ele veio, o missionário foi logo ao assunto. A irmã Neiva nervosa achou que o seu esposo iria expulsar o missionário, não sabendo ela que o Senhor estava naquele lugar, tomando a direção de tudo e que, em poucos instantes, ela iria ver a ação do Senhor.

          O esposo dela apenas respondeu que a garagem estava em péssimas condições de uso, mas se ele quisesse, estaria à disposição. O missionário teve certeza de que quando o crente ora, o Senhor responde e a irmã teve a certeza de que nada é impossível para Deus.     

 

A conquista do terreno

 

         Com a permissão do esposo da irmã Neiva, os irmãos ficaram animados e ansiosos para utilizarem logo o novo local. Só que tinha um pequeno problema, o piso da garagem era no chão fofo e não tinha nenhuma condição de se cultuar naquele local.

       Foi então que o irmão Valter, sensibilizado com a situação, comprou o cimento e aplicou na garagem, deixando o local em perfeito estado de uso. O povo começou então a realizar os cultos no novo ponto e todos estavam alegres e entusiasmados com a obra do Senhor.

         Com o passar do tempo o lugar foi ficando pequeno para as pessoas congregarem, não havia como aumentar o estabelecimento e nem o dono tinha esse interesse. Os irmãos começaram a orar e pedir a Deus um terreno para construir e deixar de viver como dunas, que em um dia estão num lugar e depois podem estar em qualquer outro, dependendo apenas do vento para conduzi-las.

         Em certo dia, o Mss. Edmundo passando pela Avenida Macaúbas notou um terreno, onde havia dois cômodos construídos no fundo. No mesmo instante o Senhor testificou que aquele era o lugar que Ele estava preparando para construir a I Igreja Presbiteriana Renovada de Vitória da Conquista.

         Quando ele chegou ao culto à noite, ele transmitiu o que estava em seu coração e os irmãos ficaram alegres com a idéia e procuraram buscar ainda mais a presença do Altíssimo em busca da providência divina.

         O missionário não sabia, mas o terreno estava à venda e essa noticia alegrou bastante os corações dos irmãos. Porém, a pequena igreja não estava em com condições de comprá-lo e a Mispa tinha sido fundada havia pouco tempo e não tinha a quantia necessária disponível.

         Foi então que o irmão Martiliano de Oliveira Neto (na época, delegado em Belo Campo), vendo a necessidade que o povo estava passando, resolveu arrumar alguns cheques emprestados para comprar o terreno tão desejado.

         Após algumas tentativas, o irmão conseguiu os cheques para a compra do terreno. Quando os irmãos ficaram sabendo da notícia, exaltaram e glorificaram a Deus pela bênção recebida.

 

Outras informações concernentes
aos anos seguintes da IPRB
de Vitória da Conquista.

 

         Mesmo fazendo um trabalho excelente, para a tristeza dos irmãos, o Mss. Edmundo juntamente com a sua esposa só ficou durante dois anos à frente da pequena igreja. Eles foram transferidos para outro lugar, talvez para ajudar a implantar outras igrejas. No entanto podemos afirmar que, durante o tempo que eles estavam nessa cidade, eles serviram de instrumentos nas mãos poderosas do Senhor para a implantação dessa denominação.

         Após a partida do Mss. Edmundo, veio para substituí-lo o Pr. Ananias. Ao chegar aqui, encontrou um povo triste pela ausência do seu líder inicial, mas que estava com os corações em chamas pela a obra do Senhor. Mas, como o apóstolo Paulo disse, em sua primeira carta aos Coríntios 3:6: “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento”. Assim o Pr. Ananias regou o que tinha de regar e partiu para regar outras plantas do Senhor.

         Outros pastores vieram para dar assistência à nova igreja como o Pr. Isaac, que ampliou o templo; o Pr. José Francisco que, depois de cinco anos à frente da igreja, resolveu fundar a terceira IPRB de nossa cidade, mas logo apos mudaram o nome da igreja para Igreja Aliança com Deus. O Pr. Humberto Reis assumiu a igreja em lugar do anterior e, quando o seu tempo findou à frente da igreja, o Pr. Gerson Cruz veio para substituí-lo.

         Depois da saída do Pr. Gerson Cruz, a igreja passou por uma época muito difícil que foi provavelmente no ano de 1996, ficando sem pastor algum para liderar os irmãos. Foi então que o Senhor levantou um jovem fotógrafo chamado Carlos José Andrade de Alves para liderar o povo na ausência de um pastor. Deus o abençoou muito nessa tarefa e lhe capacitou para poder conduzir o povo durante o tempo que fosse necessário.

         Atualmente, desde janeiro de 1997, quem pastoreia a IPRB de Vitória da Conquista é o Pr. Elione da Silva Santos, juntamente com a sua esposa a Mss. Jane Maria dos Santos, que vem fazendo, nesses últimos anos, um trabalho abençoado, na direção da igreja. 

         Depois que o Pr. Elione assumiu, o trabalho foi organizado em igreja oficialmente. Essa organização foi realizada no dia 15 de novembro de 2002. Nessa mesma data foi eleito o Conselho da igreja local, ficando então formado por quatro presbíteros e sete diáconos. Os presbíteros foram: José Dias, Roberto Dias, Pedro Virgilio e Mamédio Oliveira. Os diáconos foram: Ludivina de Jesus Pinto, Vânia Vieira Ferreira, Martiliano de Oliveira Neto, Gildete Oliveira Souza, Florisbela A. da Silva, Marli e Aldinéia Meira Santos.

          O pastor que celebrou a cerimônia foi o Pr. Márcio (em memória). Na época ele pastoreava a IPRB de Caetité, BA. Essa equipe de presbíteros e diáconos tem sido uma bênção para a igreja local e, juntamente com o pastor, tem administrado a I Igreja Presbiteriana Renovada de Vitória da Conquista com muito amor, firmeza e êxito.

                                                                       Outubro de 2009
 



 

Inserida em 04 de outubro de 2009