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A
Igreja do Senhor sempre enfrentou lutas, mas, nestes dias,
defronta-se com uma em especial que atua contra a integridade do
próprio homem, minando sua base emocional e, assim, tirando-lhe
o ânimo, o interesse e sua visão dos reais valores da vida.
Os
ataques, com uma sordidez impressionante, vêm sobretudo pela
mídia, plantando ideias destruidoras, desde o movimento
pró-aborto, que barateia a vida, até o temor
de uma guerra termo-nuclear. Paralelamente, a fome, a
insegurança,
a imoralidade, a destruição da família que vão gerando a
solidão, o alcoolismo, o medo, enfim as neuroses, a ansiedade...
Crises
nessas áreas têm levado pessoas a buscar ajuda na
Psicologia. Para analisar e auxiliar nesses estados, a
Psicologia é uma grande ferramenta no trabalho do pastor. Ela
tem um papel imprescindível no seio da Igreja. Tanto a
Psicologia como as religiões, em muito aspectos, lidam com os
sentimentos dos seres humanos.
Entretanto, a verdade está na palavra de Deus e na obediência incondicional só
a Deus. Não
devemos esquecer de aplicar o princípio crítico, segundo o qual
nenhuma teoria sociológica, antropológica, psicológica ou teológica
deve ser aceita sem discussão ou ser tomada como dogmas.
Acataremos as hipóteses plausíveis, porém as tomaremos sempre
como instrumentos de trabalho e nunca como axiomas ou verdades
óbvias e indiscutíveis, pois a verdade está nos ensinos
estabelecidos na
palavra de Deus.
A
situação é tão grave que, segundo Augusto Cury, "os transtornos
emocionais, as rejeições, os traumas sociais, os conflitos, as
perdas, as frustrações, os estímulos estressantes, se não
trabalhados com inteligência pelo "eu" , são registrados como
zonas de tensão na memória."
Dependendo da qualidade desses registros, uma barata pode se
tornar um monstro, uma perda pode bloquear o ânimo de vida, um
confronto com uma pessoa pode travar a inteligência quando se
está diante dela. As matrizes em nossa memória geram os cárceres
da emoção, eis a pior prisão do mundo.
Esses
cárceres podem ser do medo, da depressão, da ansiedade, do
stress, do ciúme, da dependência psicológica das drogas, que têm
atingido milhões de pessoas. Nunca o homem foi tão livre por
fora e nunca foi tão prisioneiro no secreto do seu ser.
Existiram escravos que foram livres e livres que foram escravos.
Qual a explicação desse paradoxo?
Os que
foram livres, sendo antes escravos, foram livres por dentro! Os
que foram escravos sendo livres foram escravos no mundo dos seus
pensamentos e no território de suas emoções!
Sem a
liberdade, o ser humano deixa de sonhar e esmaga seu encanto
pela existência. Você pode ser um rei sem trono, se tem a coroa
da liberdade.
Em seu
trabalho pastoral, o líder da igreja está diante de um rebanho
complexo.
Quantos, em pleno domingo, ouvem mensagens, reflexões
e muitos estudos sobre motivação, sonhos, metas, mas, no calor da
segunda-feira, o rolo compressor das atividades faz evaporar as
palavras que ouviram, pois não aprenderam técnicas para serem
líderes de si mesmos. Ou, quem sabe, não receberam aquela
palavra cabal, a ferramenta divina, a única que lhes possibilita
ser um vencedor!
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